Aquele momento constrangedor quando você termina a leitura e descobre que este é o segundo livro de 3 que fala sobre a vida de 3 amigas após ganharem juntas na loteria 🤡🤡
Superando meu lapso, a sinopse de <i> Luck of the Draw</i> foi a única que me atraiu, embora acredite que os livros voltados para Kit e Greer sejam maravilhosos também, mas.... preguiiiiiiça. Gostei delas, mas não o suficiente para ler livros com foco nelas.
Descobri este livro por um mero caso - na lupa do Instagram - e, obviamente, já que sou uma mulher previsível, o que me atraiu primeiro foi a capa (não essa meia boca e horrenda. A da edição, rosa, toda fofa) e dali eu fui procurar conhecer a sinopse e a autora. Spoiler: já tem outro livro dela que estou de olho.
A escrita de Kate Clayborn é muito envolvente e redonda. É irreverente e contemporânea.
Ela consegue desenvolver uma história direito, não entregando todas as informações sobre os protagonistas de cara, deixando um leve mistério no ar, mas não de um jeito que te deixa tão curioso que você só quer chegar na parte em que tudo é revelado de fato e esclarecido.
Ela também criou dois protagonistas muito concretos e reais. Eu não estava preparada para me identificar tanto com Zoe e alguns aspectos da sua vida e foi um soco na minha fuça. Zoe, como eu, se tortura por todos os erros que cometeu na vida como se todos fossem os piores crimes do mundo. Zoe, como eu, está empacada. Zoe, como eu, sente um remorso esmagador pelos erros que cometeu, pelas injustiças que cometeu, pelas palavras duras que proferiu a algumas pessoas que não mereciam.
Daí a ideia do pote da culpa - que no fim do livro ela jura que foi uma ideia horrível, mas eu gostei e penso e copiar.
Nunca é bom quando você não tem certeza se é uma boa pessoa.
Também me identifiquei com o Aiden, mas essa identificação não trouxe vontade de chorar como houve com a Zoe (por ter encontrado alguém que se sente como eu). Ele é tímido e antissocial.
Mas isso é só um resumo deles. Tem muito mais.
Eles se tornaram uns queridos para mim. Não tenho nada a criticar sobre eles individualmente ou como um casal. Tudo é perfeito: o modo como se conseguem, as interações, o sexo, como se apaixonam.
Eu nunca vi o luto abordado dessa forma. Não é nenhuma coisa do outro mundo só é... diferente. É de conhecimento geral que cada um lida com o luto de um jeito, mas as obras de ficção acabam sempre mostrando o mesmo olhar. E aqui eu achei singular.
Eu poderia escrever horas e horas sobre esse livro. Sobre por que Zoe e Aiden são simplesmente tudo na minha vida, meus pais, meus filhos, meus tudo.
Eu não esperava me apegar a eles e à história quando iniciei a leitura, mas como me sinto sortuda de ter topado com esse livro.