Livro curtíssimo, só perdendo em extensão para o esquecido Brejo das Almas, publicado ainda quando CDA era jovem.
Vemos aqui um poeta pleno. O poema de abertura, denso e cruel, põe um olhar interessante sobre a morte, sem, no entanto, citá-la momento algum:
'Eternidade:
Os morituros te saúdam.
[...]
Incomunicável
o que deciframos de ti
e nem a nós mesmos confessamos.
[...]
O mais incrível é que foi um livro-chave para a minha trajetória como leitor, já que por acaso ganhei este e A vida passada a limpo de um desapego há alguns anos, e depois de uma leitura totalmente sem interesse acabei ficando encantado pela obra de CDA. E, agora que tenho a edição com toda a obra poética dele, vejo que A falta que ama, ainda que seja um bom livro, fica bem atrás de outros, mesmo até do Alguma Poesia. Mesmo assim, trata-se de um excelente livro.