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    Oração -

    Fernando Arrabal

    Cousa
    2014
    43 páginas
    1h 26m
    ISBN-13: 9788563746498
    Português Brasileiro
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    Fernando Arrabal escreveu Oração, quando introduz as técnicas e formas oníricas de sua dramaturgia. Nesta obra, a partir de Fídio e Lilbe (novas denominações para Fando, diminutivo de Fernando e, Lis, pronúncia em francês de Luce, mulher do autor), Fernando Arrabal faz com que os personagens recorram ao caminho que os levaria à bondade, depois de terem assassinado, por pura brincadeira para preencher o tempo, ao filho recém-nascido. Daí, tendo como base alguns trechos da Bíblia, de Gênesis à vida de Cristo, onde Deus também promove a morte do próprio filho, estamos diante de uma ambientação cênica cerimonial, onde Fídio faz um maravilhoso relato como nos contos de fada para emocionar com ternura sua devoção à sua amada Lilbe.

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    Fernando Arrabal

    Nascido na cidade autônoma espanhola de Melilla, em 11 de agosto de 1932, é um dos principais nomes da Estética do Absurdo. Vive na França desde 1955 e se diz um desterrado. Dirigiu sete longas, publicou catorze novelas, sete centenas de livros de poesia, vários textos para teatro, ensaios e sua famosa "Carta al General Franco" (publicada durante a vida do ditador). Seu teatro completo, traduzido para as principais línguas do mundo, está publicado em dois volumes de mais de duas mil páginas. Em 1962, fundou em Paris o Teatro Pânico com Alejandro Jodorowsky e Roland Topor. Influenciado por Luís Buñuel e pelo Teatro da Crueldade de Antonin Artaud e inspirado pelo deus grego Pan (que dá nome ao movimento), o grupo se concentrava em performances caóticas e no desenvolvimento de um imaginário surreal. Amigo de Andy Warhol e de Tristan Tzara, participou do grupo surrealista de André Breton. É Trascendent Satrape (Pataphysique) do Collège de Pataphysique desde 1990. Nos últimos 50 anos, apenas quarenta personalidades receberam essa distinção, entre elas: Marcel Duchamp, Eugène Ionesco, Dario Fo, Umberto Eco e Jean Baudrillard. Mel Gussow, crítico teatral do New York Times, o definiu como o último dos "três avatares do modernismo". Com suas novelas, ganhou o prêmio Nadal (equivalente ao Goncourt ou ao Pulitzer) e o Nabokov Internacional. Uma de suas obras dramáticas mais importantes é "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", uma obra pânica, escrita na segunda etapa de sua vida dramática. Arrabal é provavelmente o dramaturgo mais representado na atualidade.

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