Defesa da Poesia -

    Philip Sidney

    FILOCALIA
    2019
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788569677284
    Português Brasileiro

    O mais refinado texto de crítica literária do período elisabetano (1558-1603) e uma das primeiras obras desse gênero na história da língua inglesa, a Defesa da Poesia de Philip Sidney aparece aqui em nova tradução – acompanhada de apresentação e notas – do professor Roberto Acízelo de Souza. O volume se estrutura como uma apologia jurídica, narrando as origens da atividade poética, definindo-a, categorizando-a, refutando as acusações lançadas pela intelectualidade do período contra ela e investigando as potencialidades do inglês em relação a essa arte. O livro como que antecipa o florescimento da poesia e do drama britânicos, que nos anos seguintes se daria com Shakespeare; mais ainda, forneceu inspiração para figuras como Donne, Wordsworth, Coleridge e Shelley. Além de ter apresentado aos ingleses ideias que fervilhavam no renascentismo continental, o escrito proporciona eruditas páginas de comentários a pensadores antigos e medievais e de análise literária de passagens de Chaucer e Spenser.

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra01/07/2025Resenhou um livro
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    ''A Defesa da Poesia, escrita por volta de 1580 e publicada em 1595, combina elementos das orações judiciais e laudatórias, segundo declara o título, apresentando-se como veemente resposta aos ataques contra a arte poética oriundos de círculos letrados puritanos. Mais do que isso, contudo, acaba por constituir-se em teorização geral sobre a poesia, ao mesmo tempo que, no século que assistiria ao surgimento de Shakespeare, empreende um balanço da então nascente literatura da Inglaterra, bem como exalta a língua inglesa e sonda suas virtualidades literárias. Não obstante fortemente fundamentada em valores renascentistas, e assim professando uma ideia clássica acerca da natureza e função das letras, nem por isso a obra deixa de apresentar surpreendentes tangências com noções formuladas na modernidade, como, por exemplo, a legitimação da poesia não por suas afinidades com a filosofia, mas por sua especificidade e suas diferenças em relação àquela disciplina. A tradução, por um lado, nas suas escolhas sintáticas e vocabulares, guarda fidelidade estrita ao original e à sua época, e, por outro, zela pela legibilidade, não só compondo um texto à feição da língua portuguesa, mas também esclarecendo suas alusões e referências, por meio de notas densas e funcionais que potenciam o rendimento cultural da leitura.'' - Disal

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