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    Ilíada -

    Frederico Lourenço

    Cotovia
    2005
    503 páginas
    16h 46m
    ISBN-9: 972795118
    Português Brasileiro
    4.2
    8532 avaliações
    Leram15399Lendo2134Querem14124Relendo46Abandonos727Resenhas744
    Favoritos4Desejados14124Avaliaram8532

    Este é o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista, nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-lo - nem mesmo a "Odisseia". Lida hoje, no século XXI depois de Cristo, a "Ilíada" mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar. As civilizações passam, mas a cultura sobrevive? É nesse sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema. Ler a "Ilíada" é reclamarmos o lugar que por herança nos cabe no processo de transmissão da cultura ocidental: cada novo leitor acrescenta mais uma etapa, ele mesmo um novo elo.

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    Clio picture
    Clio28/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Motivo de briga entre historiados e literatos através das eras, a Ilíada é igualmente considerada como um dos mais antigos documentos históricos e uma das obras fundadoras da literatura universal. Quer tenha sido criada por um único aedo ou por vários, são mais de quinze mil versos descrevendo uma pequena parte da Guerra de Troia, o período em que devido a um dissabor entre Agamenon e Aquiles, esse se recusa a continuar lutando. A história se abre então com um concílio entre os deuses que disputam junto com os mortais a glória desse combate. São versos extensos remomorando mitos, expondo confabulações e exaltando figuras heroicas que até hoje os pesquisadores não chegaram a um consenso se são seres puramente mitológicos ou representações fabulosas de personalidades da época. Não há economia nas palavras para tais. Mesmo os elmos usado pelos gregos são descritos aos seus mínimos detalhes, e uma égide pode ocupar páginas e mais páginas. É uma obra épica no sentido amplo do termo: tamanho, estilo, qualidade. Minha frustração é que nunca vou conseguir entender essa obra no original. Se a tradução já é espetacular, só posso imaginar o que seria ouví-la declamada. Recomendo.

    231 curtidas

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    Frederico Maria Bio Lourenço profile picture

    Frederico Maria Bio Lourenço

    Frederico Maria Bio Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963, filho de M. S. Lourenço (1936-2009) e de Manuela Lourenço (1937-1998). Fez a instrução primária em Inglaterra (Oxford), onde a família viveu entre 1965 e 1973. Frequentou o Lycée Français Charles Lepierre de Lisboa, mas preferiu dedicar-se ao estudo da música (Academia dos Amadores de Música, Conservatório Nacional; mais tarde Escola Superior de Música de Lisboa) e da língua alemã (com explicadores e por conta própria desde os 12 anos e depois no Goethe Institut de Lisboa) e por isso fez o ensino secundário como auto-proposto. Licenciou-se, em 1988, em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, onde mais tarde se doutorou com uma tese sobre os cantos líricos de Eurípides, tendo sido aprovado por unanimidade por um júri que incluiu Maria Helena da Rocha Pereira (Universidade de Coimbra) e James Diggle (Universidade de Cambridge). A tese foi publicada com o título "The Lyric Metres of Euripidean Drama" (Coimbra, Classica Digitalia, 2011). De 1989 a 2009 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desde Novembro de 2009 é professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tendo-se dedicado durante anos ao estudo e tradução da poesia grega (com destaque para Homero), começou a voltar-se para outros interesses a partir de 2007: Estudos Bizantinos, Germanística e História da Dança. Em 10 Abril de 2008, estreou, com grande êxito crítico, no Teatro da Cornucópia de Lisboa, a sua versão da peça Don Carlos de Friedrich Schiller, com encenação de Luís Miguel Cintra.

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    Frederico Maria Bio Lourenço