No livro OS EXILADOS DE CAPELA, Edgard Armond defende que na órbita de uma constelação denominada Cocheiro, mais precisamente na estrela de Capela, desenvolveu-se uma complexa e avançada civilização. Parte de seus habitantes – os que não conseguiram acompanhar esta evolução e representariam um obstáculo ao desenvolvimento moral de Capela – foram exilados para a Terra, há aproximadamente cinco mil anos, época em que a Terra era habitada por povos primitivos, e foi a vinda desses seres altamente desenvolvidos que impulsionou o progresso da humanidade. Os exilados eram moralmente atrasados, mas intelectualmente detinham um saber científico inigualável. A escolha da Terra deu-se pelo padrão evolutivo que condizia com a atmosfera atrasada daqui. Seria essa a forma de eles aprimorarem seus espíritos e contribuírem para a evolução desse planeta. De acordo com o livro, o plano espiritual foi o responsável pelas alterações genéticas, realizando um aperfeiçoamento nos genes dos povos primitivos para que eles pudessem gerar corpos mais elaborados, condizentes com as essências espirituais dos capelinos. Esse item e diversos outros que apontam diferenças entre as raças e seu papel na evolução geraram polêmicas das mais diversas, inclusive apontando o livro como racista. Não vou tentar aqui ser uma defensora de diferentes pontos de vista ou interpretações. São muito pessoais. O que vou relatar é apenas o meu entender e a minha minúscula visão sobre o assunto. O que não podemos esquecer é que cada etnia guarda características particulares e esta pode ser observada de maneira positiva ou negativa. Não há discriminação alguma em se traçar determinados paralelos, porque todos têm suas funções e aptidões, que são úteis para o progresso da humanidade. Apontar as diferenças entre as raças é uma das características do racismo, mas isto não quer dizer que quem o faça seja racista. E esta não é a única característica do racismo, e várias outras são também tão ou mais importantes e fundamentais para que seja caracterizado o racismo propriamente dito. A crítica ao Espiritismo se dá devido a UM ÚNICO PONTO DE CONTATO com o racismo e o resto (ou seja, as diferenças) é convenientemente ignorado. E tudo deve ser analisado dentro do contexto em que se apresenta, e não apenas “recortes” que não expressam a ideia completa do livro.