Essa edição especial apresenta designers de produto/interiores do Brasil, trazendo resumidamente a trajetória da área ao longo das décadas.
Até o começo do século XX, os móveis desejados eram primariamente os de estilo colonial. Nos anos 20, nos princípios do modernismo no Brasil, estrangeiros começaram a trazer referências modernas e art-decó para o design de mobiliário. Nos anos 30 e 40 essa inspiração começou se espalhar na arquitetura até que nos anos 50 (com a vinda de designers italianos, a bossa nova e a construção de Brasília) o design brasileiro se desvinculou da arquitetura e apesar de ainda seguir princípios internacionais, começa a criar sua identidade própria, com uso de materiais típicos daqui.
Nas décadas de 60 e 70 existem duas vertentes de design (e cultura), seguindo o nacional ou influências estrangeiras (da mesma forma que há separação da MPB nacionalista com a Jovem Guarda e o iê-iê-iê).
Nos anos 80, com uma crise atrás da outra, o design fica ainda mais inacessível e elitizado, não acessível para a população que sofre com a inflação.
Com a posterior estabilidade nos anos 90, o design brasileiro começa a ganhar destaque internacional e começa a ser notado pela mídia e pela classe média, começando uma popularização de objetos de design.