Esse livro tinha um mistério pronto, um grande assassinato de 11 pessoas e o assassino estando entre os passageiros de um navio de luxo, sem saber quem seria, uma formula boa para o mistério, mas que creio que foi mal aproveitada.
Seria um belíssimo jogo de detetive, mas se tornou algo diferente, houve a tentativa de colocar a visão de todos os personagens, do detitive francês e todos os passageiros, menos o nosso querido diplomata Fandorin (o qual ainda assim se tornou o mais interessante), mas essa tentativa só demonstrou um detetive francês cheio de si e de certa forma insuportável com seu complexo de superioridade e por se achar o detetive do século, vendo cada passageiro mais como um alvo de seus comentários do que suspeitos, e um conjunto de suspeitos que mais apresentavam preconceitos de um do outro, sendo paranoicos e utilizando até de sua xenofobia para usar de argumento para apontar dedos.
A obra se torna maçante ao tentar passar por cada personagem, mas deixa pontas soltas e termina com mais uma sobre o fim.
A revelação do vilão acontece com um plot twist( que é agradável) porém é logo seguido por mais um e mais um, perdendo aquele impacto.
Fandorin se torna mais uma vez um ser que queria saber a lógica pelos seus pensamentos, pois chega com todas as respostas e sempre no momento decisivo, deixando de parecer um detetive bom e sim um elemento de roteiro feito para o momento decisivo.
Por fim, durante a conclusão, é ensaiado um possível romance do nosso russo e uma revelação de uma história que fica por isso, o fim não apresenta a vilã sendo presa, e sim cortado, deixando-nos atordoados.
Minha nota é 3.5, se não fosse pelo primeiro plot twist seria menos, pois o livro foi cansativo.