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    A caverna dos destinos cruzados -

    Monica Berger, Sérgio Viralobos

    Selo Demônio Negro
    2019
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-13: 9788566423655
    Português Brasileiro
    2.8
    4 avaliações
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    A CAVERNA DOS DESTINOS CRUZADOS é um poema ritmado, musical, de leitura frenética. Um antropofágico movimento universal. Oroboro. Das cartas do Tarô, de Italo Calvino e das eras das lendas hinduístas às agruras atuais, os poetas Monica Berger e Sérgio Viralobos nos transportam para um mundo psicodélico, onde Önce Upon a Time" acontece agora, enquanto você lê o texto. É também um romance épico pelas aventuras do encontro entre um lobo e uma pantera, transfigurando o espaço-tempo, transmutando as energias celestiais e perpassando pelos ícones simbólicos de nosso tempo. Uma relação quente, visceral, entre arquétipos, paradoxais do amor. A busca poética do sentido da vida, em relações míticas. Consegui,os, nós, leitores, vivenciar cada passagem, cada metáfora, cada analogia. E de repente, estamos na cena! Torcendo para que o enredo nos leve ao desfecho por nós imaginado. Convido vocês a embarcar nessa trama, onde a poesia é descobrir a si memso e se vestir com as peles do lobo e da pantera!

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    Aguinaldo Medici Severino18/11/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    a caverna dos destino cruzados

    Era uma vez três poetas. Eles inventaram uma história curiosa. Dois deles, Monica Berger e Sérgio Viralobos, escreveram uma narrativa poética, um poema dividido em 22 curtos cantos, sempre cúmplices; o tertius poeta, Leonardo Chioda, produziu ilustrações que interagem com o narrado, complementando-o muito bem. Talvez seja o caso de dizer que as ilustrações incluídas no livro são colagens digitais, e que são tão inventivas e provocadoras como os poemas. Existe uma ambição complicada no volume oferecido ao leitor, que é a de terminar uma ideia do genial Ítalo Calvino, apresentada em seu "O castelo dos destinos cruzados", publicado originalmente em 1973. Assim como no livro de Calvino, Monica, Sérgio e Leonardo produziram algo que gravita os 22 arcanos maiores do Tarot. Eles evocam uma miríade de associações, que vão da cultura pop (das gírias, frases feitas, do mundo coloquial de quem apenas desfruta o belo na vida e vive seu tempo), a muitas e cifradas referências, quase sempre sofisticadas, que abraçam símbolos e erudição, estética e senso de ritmo, jogos verbais e tradição poética. Vê-se que são cousas típicas de poetas já experimentados (apesar de Chioda ser um tanto mais jovem que os colegas). O conjunto faz uma festa nos sentidos do leitor. O trio conseguiu inventar uma bela história, que se defende sozinha: Nela, Pantera e Lobo, amantes que habitam uma caverna onde as serpentes não tem vez, são sacaneados por detentores de poder. Não encontrando acolhimento jurídico nem divino, partem os dois numa honesta sanha, em busca de um filho perdido/roubado e talvez do amor fugidio deles mesmos. Mais não conto. Já sabemos que nas cartas de Tarot estão cifradas todas as histórias possíveis, representadas todas as gêneses e destinos, todas as variantes de nós, viventes deste mundo. Ao final da leitura, que é algo que lembra uma jornada, um descobrimento de si (tripartido, no caso), um louvor à proeza que é amar e ser amado, um registro pagão de uma conversão religiosa, o leitor retorna a caverna primordial de onde saíram Pantera e Lobo, ao cenário que lhes foi apresentado no primeiro dos cantos. Como sempre faço quando leio textos parecidos com este, fiz um bocado das minhas associações selvagens. Lembrei que a tecnologia e a velocidade de troca de informações parecem ser sim mitos modernos; que cada leitor sempre será um intérprete menor, alguém que não alcança a competência dos sujeitos que assinam e se expõe numa obra; que todas associações selvagens, por mais diligentes e inventivas que sejam apenas registram momentos de encantamento, ecos instáveis daquele contrato literário entre autores e nós, ai de nós, leitores. Aprendi um bocado. Gostei desta curiosa épica contemporânea, deste rico e viconiano jogo poético. Vale! Em tempo: diz a lenda que o industrioso Vanderley Mendonça produzirá um reedição deste volume, num formato mais próximo de seus livros arte, com os arcanos de Tarot separados em uma caixa, com capa dura de tecido, usando uma tinta litográfica que talvez dure mil anos. Ulalá! Logo vamos a ver. Vale! Registro #1462 (poesia #119) [início: 20/09/2019 - fim: 27/09/2019] "A caverna dos destinos cruzados", Monica Berger e Sérgio Viralobos, iconografia de Leonardo Chioda, São Paulo: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro), 1a. edição (2019), brochura 15,5x23 cm., 116 págs., ISBN: 978-85-66423-65-5

    1 curtida

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    Monica Berger

    Formada em Letras pela PUC-Paraná e pós-graduada pela UFOP-MG, onde foi professora de Linguística; ministrou oficinas literárias pela Fundação Cultural Curitiba. Publicou o Livro "Poikilóthron" (Marianas Edições, Curitiba/Abril de 2016) e participou da antologia poética "Blasfêmeas", mulheres de palavras (Editora Casa Verde, Porto Alegre/2016). Sob o pseudônimo de Zoe de Camaris começou seus estudos relacionados ao Tarô nos anos 80, como autodidata. Mais tarde incluiu o Tarô nos estudos de especialização, no intuito de revalidá-lo como um sistema de linguagem visual adequado às práticas interdisciplinares, na leitura do universo cinematográfico, literário e das Artes Plásticas.

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    Paraná, Brasil

    Monica Berger