Cara, esse livro me fez ter uma confusão de sentimentos.
Em diversos momentos eu soltei sorrisos sinceros, em outros eu me senti preso com toda a tensão que se era criada ao redor dos acontecimentos da história e em muitos momentos o livro me deixava grandes questionamentos que me faziam tentar enteder a razão do porquê, nós como pessoas, temos o cerne de entender o que se é bom ou ruim.
Em muitos momentos a leitura me trazia sensações de desamparo para com o assassino da história. Sempre tentando buscar respostas, sempre tentando entender o porquê ele era assim como se fosse um boneco com defeito de fábrica que foi jogado na lixeria. O porquê tinha pensamentos selvagens, cruéis. Era perturbado por ter perdido sua infância, na qual foi tirada de si com tanta violência e maldade dos Homens.
A hiena é uma grande metáfora pelo o que eu entendi. Como citado no livro, o som estridente que as hienas emitem não são categorizadas como hapenas risadas, pois elas representam muito de suas posições hierárquicas em um bando, onde as mais frustadas, as que são dominadas produzem mais alto esse som. Sendo assim, o assassino busca por respostas a todo momento. Matando, repetindo seus atos. Tentando mostrar que as pessoas são cruéis, que o Homem assim como o que levou seus pais, são perversos. Mas que no fim, mesmo em busca de um propósito de uma resposta, o assassino continuava sendo uma hiena rebaixada do bando; Dominada pelo mundo, frustada pelo dor.
Artur Veiga se tornou um dos meus personagens literários favoritos. Toda a sua peculiaridade, de ser tão detalhista e perspicaz nos casos que trabalha, sincero e direto, me instiga muito a querer ver mais do personagem.
Com um detetive, um psicólogo infantil e um assassino cruel e louco "O sorriso da hiena" é thriller emocionante e envolvente que vai te fazer questionar se nascemos com a maldade ou se a vida faz com que nos tornemos maus.