A mãe de uma amiga me emprestou o livro pra que eu pudesse treinar o francês (razão pela qual eu deveria estar escrevendo essa resenha em francês também, mas estou com preguiça). Demorei 1 mês pra terminar porque tive dificuldade com algumas palavras e precisava ir pesquisando durante a leitura, mas a história em si é bem envolvente.
Não há que se negar que a história de Ben e Pauline é linda, aqueles casais que a gente olha e pensa "eu quero o que eles têm". Mas a personagem principal sente muita dificuldade de entender que o relacionamento acabou porque se apega somente aos momentos bons que eles viveram juntos, ignorando o distanciamento que vinha ocorrendo na fase final, descrito apenas nas cartas de Ben a ela (essa parte me pegou um pouco no momento atual, devo admitir).
Ao fim, me decepcionou um pouco o fato de ela encerrar o livro sem ter efetivamente "superado" o amor que sentia por Ben ou ter se deixado envolver por outra pessoa. Mas acredito que o interesse da autora era mostrar que é possível ser plenamente feliz sem estar em um relacionamento amoroso, e isso se reflete na melhora da relação da Pauline com sua família e na devoção por seu filho.
O título do livro acaba por se tornar a "moral da história" e já é uma lição por si só. É preciso ter momentos de tristeza pra saber reconhecer onde está sua felicidade.