Com uma narrativa em ritmo de cinema, Hellsing é um mangá que fez sucesso no mundo inteiro por misturar ação, suspense e um humor bem peculiar. Nesta edição, Alucard precisa recuperar o porta-aviões britânico sequestrado pela Millenium. É chegada a hora da franca-atiradora Rip Van Winkle encarar o nosferatu. Enquanto isso, o Major inicia seu ataque à Inglaterra invadindo os céus de Londres.
Hellsing #10 -
Kohta Hirano
O fim chegou. As trevas que consumiram Londres começam a se dissipar, deixando para trás apenas o silêncio e o cheiro metálico do sangue. O império da Millennium ruiu, o fanatismo da Iscariotes foi apagado, e o mundo humano tenta se reerguer sobre os destroços de sua própria loucura. Mas o verdadeiro desfecho de Hellsing acontece longe das armas — acontece nas almas. Alucard desapareceu, engolido pelas milhões de vidas que absorveu ao longo dos séculos. Preso em um limbo entre o real e o etéreo, ele enfrenta o vazio da eternidade e a lembrança de todos aqueles que devorou. Por treze longos anos, o vampiro atravessa o deserto das sombras, até finalmente encontrar a resposta que buscava desde o início: para existir verdadeiramente, ele precisa aceitar a morte. E quando o faz, o impossível acontece — Alucard retorna. Não como o monstro que todos temiam, mas como algo além da vida e da morte, livre pela primeira vez. Integra Hellsing, agora mais velha e endurecida, continua fiel à sua missão. Ela preserva o nome da família e da organização com o mesmo olhar firme e a mesma fé implacável que a definiram desde o início. Seu vínculo com Alucard ultrapassa a hierarquia — é respeito mútuo entre dois seres que compreenderam o peso da eternidade. Seras Victoria, completamente desperta como vampira, é o símbolo do novo ciclo. Ela é a força e a compaixão que restaram da guerra, a prova de que até nas trevas pode florescer algo humano. O volume 10 encerra Hellsing com grandeza e melancolia. Uma história que começou com sangue e horror termina em reflexão e silêncio. Entre monstros e homens, o que realmente resta é a vontade de continuar existindo — mesmo quando o mundo inteiro já morreu.
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