Tendo feito essa leitura como recomendação de uma adaptação muito boa, se não uma das melhores, não poderia concordar mais. Iniciar a leitura dando uma pausa com o A Trilogia de Nova York para apreciar essa adaptação foi muito interessante, tanto pelo fato de estar com a história ainda em mente como por através dessa leitura pescar pontos que passaram batidos na leitura da obra original.
Por mais que a escrita do Paul Auster seja quase que hipnótica, nem tinha terminado o primeiro capítulo a história já tinha me capturado, a densidade de ideias que ele entrelaça é bastante grande e pode ser um tanto cansativa. Tal dificuldade é suavizada aqui pois os autores se ativeram ao essencial, o que não significa de forma alguma uma redução.
Impressiona como as ilustrações e designer da HQ conseguem remeter e ilustrar ideias da obra original, tornando-a um complemento muito bom, eu diria até que quase essencial. Cabe destacar o final de um dos personagens que é descrito de forma belíssima com recursos extremamente simples.
Aliás simplicidade é a palavra aqui, o traço em preto e branco casou perfeitamente com essa adaptação. Obra recomendadíssima; me pergunto se os autores chegaram a adaptar os outros dois contos da trilogia.