# Smartphone, o novo cigarro. Quatro bilhões de pessoas têm um e o tiram do bolso 200 vezes por dia. Veja as estratégia das gigantes da tecnologia para transformar o celular no objeto mais viciante que já existiu. # Amazônia sitiada: quem são os agentes por trás dos desmatamentos, e como eles ganham dinheiro com isso. # Vilões: do diabo ao coringa # As origens biológicas do sexo # As raízess dos transtornos psicóticos # Uma breve história das vacinas # A polêmica do "gene gay"
Superinteressante N° 408 (Outubro de 2019) - Samrtphone, o novo cigarro
não informado
Vocês podem estar pensando: "Ele registra até as revistas que ele lê no Skoob. Que patético." Mas deixe-me explicar. Vou utilizar a ferramenta só para deixar gravados alguns dados, principalmente estatísticos, e outros tipos de informações interessantes apresentados na reportagem principal dessa edição da revista, que fala sobre o smartphone como vício. O objetivo é deixar os dados gravados para que eu possa usar - em trabalhos escolares, redações, etc - quando me aprouver. Inclusive, se você chegou até aqui, recomendo demais que você leia pelo menos essa reportagem a que me refiro, você encontra essa edição da revista, como eu mesmo encontrei, bem fácil em .pdf no Google. Sem mais encheção de linguiça, here we go. - Quatro bilhões de pessoas, ou 51,9% da população global têm um smatphone; fonte: empresa sueca Ericsson. - As pessoas pegam o celular aproximadamente 221 vezes por dia; fonte: consultoria britânica Tecmark. - ONG Center For Humane Technology: reúne programadores alarmados com o impacto da indústria da tecnologia e arrependidos de suas ações. - "A internet é a maior máquina de persuasão e vício já construída, diz o programador Aza Raskin (desenvolvedor da "rolagem infinita" das redes sociais". - Só Deus sabe o que estamos fazendo com o cérebro das crianças. Nós exploramos uma vulnerabilidade da psicologia humana. Eu, Mark (Zuckerberg), Kevin Systrom (criador do Instagram), todos nós entendemos isso, conscientemente, e fizemos mesmo assim", diz Sean Parker, um dos fundadores e o primeiro CEO do Facebook. - 30% dos brasileiros têm problemas com o uso excessivo do smartphone, como dificuldade de concentração ou insônia, e 32% já tentaram maneirar, porém sem sucesso; fonte: consultoria Deloitte. - 8 em cada 10 motoristas afirmam usar celular enquanto dirigem; fonte: Hospital Samaritano de São Paulo. - Está havendo um sequestro da atenção, da consciência, da perspectiva de você se conectar com o mundo à sua volta. Uma epidemia da distração, diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica do Hospital das Clínicas (USP). - Estudos mostram que o uso excessivo de smartphone está ligado ao aumento das taxas de ansiedade, depressão e déficit de atenção, inclusive com alterações na estrutura do cérebro. - Experimento de Burrhus Frederic Skinner: "recompensa variável". - Nós pensamos: como podemos consumir o máximo possível do seu tempo e da sua atenção? Precisamos dar uma pequena dose de dopamina de vez em quando, mostrando que alguém gostou ou comentou uma foto, um post ou o que for, revelou Sean Parker. - As notificações fazem o cérebro liberar cortisol, hormônio ligado ao estresse que, em seguida, pode ser aliviado pela dopamina (disparada pelo conteúdo dos apps). Com o tempo, esse ciclo de tensão e relaxamento se torna altamente viciante. - Síndrome da vibração fantasma: pessoas sentem que seu celular vibrou sem que ele realmente tenha vibrado. - 70% dos vídeos que assistimos no Youtube é "escolhido" por algoritmos; fonte: Neal Mohan, diretor do Yotube. - O excesso de estímulos corroi a capacidade humana de prestar atenção, intuiu Herbert Simon em 1971, o que se comprovou com o advento dos smartphones. - Entre 2003 e 2016, o número de casos de transtorno de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes cresceu 43% nos Estados Unidos. - Parece cada vez mais difícil manter a atenção focada num livro, filme ou até vídeo do YouTube. Ela parece estar se esvaindo. É um fenômeno bem perceptível. - A Apple gerou polêmica porque baniu da App Store diversos aplicativos de controle de tempo e de bem-estar digital e deixou apenas a sua própria ferramenta, que fica meio escondida no menu de configurações do iOS. - As empresas de tecnologia adotaram um modelo de negócio baseado no vício, afirmou o senador republicano Josh Rawley, autor de um projeto que apresenta medidas drásticas para diminuir a dependência humana dos smartphones. - No coração do design viciante, seja ele intencional ou não, está o capitalismo, diz Ron Sparks. - As gigantes da tecnologia, como qualquer outra empresa, existem para ganhar dinheiro.
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