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    Os jornalistas -

    Honoré de Balzac

    Ediouro
    1999
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-10: 8500016213
    Português Brasileiro
    3.5
    59 avaliações
    Leram113Lendo15Querem123Relendo0Abandonos7Resenhas7
    Favoritos0Desejados123Avaliaram59

    ?Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la.? Honoré de Balzac, autor da frase, tornou-se imortal graças a excelência de suas observações sobre os vícios e virtudes do ser humano. Não é à toa que o estudo mais completo da sociedade (?A Comédia Humana?) é de sua autoria. De seu posto de observação privilegiado ? o do gênio ?, Balzac escreveu também sobre a imprensa, peça fundamental de qualquer sociedade. Certa de que as obras desse autor estão sempre atuais e continuam iluminando a mente de seus leitores, a Ediouro irá relançar, em outubro, Os Jornalistas, que reúne dois textos de Balzac ? Monografia da imprensa parisiense e Os salões literários ? com críticas a respeito da onipotência dos jornalistas de seu tempo, sua vaidade venal, a versatilidade de seu julgamento e a influência abusiva que eles exercem sobre os governos. Com prefácio de Carlos Heitor Cony, é um panorama da imprensa nos meados do século XIX que pouco ou nada difere daquilo que hoje conhecemos como mídia. ?Temos aqui o Balzac puro, autêntico, anedótico quase. Não o artista de tantas obras-primas que marcam a ficção do seu século, mas o homem sangüíneo e rude, esbanjando inteligência e cólera?, afirma Cony.Em sua crítica feroz aos jornalistas e ?jornaizinhos?, segundo expressão da época, Balzac faz uma caricatura de cada um dos tipos presentes na ordem Gendelettre (gente de letras), onde estão presentes os publicistas (escrivinhadores que fazem política) e os críticos. Há o panfletário, o nadólogo, o publicista de carteira, o escritor monobíblia, o jovem crítico louro, o folhetinista etc. Tais caricaturas, contudo, formam um primoroso retrato da imprensa contemporânea. São os mesmos perfis, as mesmas ambições, as mesmas ilusões, as mesmas estratégias de sobrevivência e os mesmos expedientes, como pode ser notado em trechos como ?Para o jornalista, tudo que é provável é verdadeiro?. Ou ?Os anúncios tomando a quarta página do jornal e o folhetim um quarto do que resta, os jornais não têm mais espaço?. Ou ainda ?Se alguém tem um concorrente a um posto para o qual deseja ser nomeado, ele pode impedir a nomeação de seu rival fazendo badalar a sua com elogios por todos os jornais?.

    Resenhas (7)Ver mais
    Andréia Carine Ferrazzo Bianchi picture
    Andréia Carine Ferrazzo Bianchi25/05/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Crítica atual, mas o livro é muito cansativo

    O livro é uma crítica à imprensa, sinceramente muito atual apesar de ter sido escrito há tantos anos. O livro não é fácil de ler, é bem cansativo, mas termina rápido. O que me chamou a atenção foi ela ser uma crítica tão atual ainda, conseguia ver os mesmos tipos de problemas antigos acontecendo hoje em dia. Gostei do livro.

    28 curtidas

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    3.5 / 59
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