“Liga da Justiça Dark” consegue ser ainda mais divertido que a revista paralela: “Mulher-Maravilha e Liga da Justiça Dark”, que erroneamente a Panini lançou antes, gerando uma grande bagunça, já que os eventos do gibi da amazona acontecem depois do desta publicação. Considerando que as histórias são sequenciais e dependentes uma da outra (inclusive com a última trama do quadrinho se passar depois dos de Mulher-Maravilha... santa confusão!), o certo mesmo era ter lançada ambas simultaneamente.
Enfim, Diana reúne o Detetive Chimp (que brilha muito mais por aqui, com direito a uma historinha própria de culpa e redenção), o Morcego-Humano (ex-vilão do Batman, basicamente um Sheldon mais simpático), Zatanna (um poço de carisma e humanidade), com participações do Monstro do Pântano, John Constantine e Dr. Destino (que nunca parece jogar a favor dos heróis), que agora com o "fim da magia" no mundo, precisam enfrentar o Homem Invertido, da "outraespécie" (tudo envolvendo a criatura e seu universo são extremamente interessantes e lembra os eventos sobrenaturais de Stranger Things aqui e ali), o que leva a trupe a uma jornada de desesperança e pavor contra o tempo.
Mesmo não sendo ovacionado como outros de seus contemporâneos, James Tynion IV se sai super bem por aqui (até mais do que no mar de clichês cativantes que foi o da revista da Mulher-Maravilha), desenvolvendo bem cada personagem tanto isoladamente quanto em grupo, a medida que dá um crescente repleto de boa gravidade para a trama. Álvaro Martínez Bueno - Comic Artist e Daniel Sampere Art por sua vez entregam uma arte arrojada e que orna com o material, acompanhados de um acabamento e colorização competentes, de encher os olhos, em uma história que por mais que não seja tão fechadinha assim e tenha essa bagunça editorial, ainda vale a leitura para fãs de super-heróis que estão cansados da mesmice e querem um pouco de aventura as avessas.