O universo que compõem as aventuras do departamento de justiça de mega-city é vasto, mas nem um vilão se destacou mais que o "Juiz Morte". O ser interdimensional genocida traz consigo diversas questões a serem exploradas e debatidas, sabendo disto, os autores desta trama construíram uma narrativa ricamente trágica.
Partindo do princípio que a origem dos juízes negros já fora explorada em diversas outras edições, esta história acompanha cidadãos que lutam desesperadamente pela própria sobrevivência, nos últimos suspiros do mundo morto. Desta forma, a jornada da garota "jess childs" e do juiz de rua "Fairfax" é rapida e brutal, se distanciando de uma narrativa generica de um homem amargo e uma garota esperançosa. Trazendo consigo cenas de combates angustiantes enquanto explora o quão brutal e violento é a sociedade deste mundo, o quão desumana é a infância de seus habitantes e principalmente: o treinamento dos juízes.
Violento, trágico e primordialmente humano, este quadrinho, apesar de rápido, é algo marcante que eu recomendo até para quem não esta familiarizado com o universo de "Dredd".
Guardo esta última parte de minha resenha para falar da arte impecável que conta esta história, trazendo contornos realistas que se mesclam com paines complexos, remontando a uma arte barroca que tenta descrever os horrores que aquele mundo disforme presenciou.