Mutants are the future, and the future begins now! Superstar writer Jonathan Hickman (INFINITY, SECRET WARS) takes the reigns of the X-Men universe with artists Pepe Larraz and R.B. Silva to change the way you look at every X-Men story. HOUSE OF X and POWERS OF X intertwine to reveal the secret past, present, future, and far future of Mutantkind! It all starts when Charles Xavier reveals his new masterplan for Mutantkind, one that will bring mutants out of the shadow of humanity and into the light. COLLECTING House of X 1-6, Powers of X 1-6
X-Men: House of X/Powers of X -
Jonathan Hickman, R.B. Silva, Pepe Larraz
Edições (1)
Ver mais"A mim, meus X-Men."
Sempre tive certo receio de me adentrar no universo dos quadrinhos de herói, apesar de amar as adapatações. Como muitas pessoas, eu imagino, é difícil saber por onde começar. Resolvi iniciar pela equipe que mais me desperta o interesse desde a infância: os X-Men. É muito inviável seguir uma ordem cronológica de leitura, então tomei a sugestão popular no meio de catar essa saga e cair de cabeça, aceitando que a leitura poderia ser desafiadora e confusa para alguém que só tem os desenhos e filmes como referência. De fato foi uma experiência muito viajante. Mas acho que isso se deu menos pelo meu desconhecimento da intricada mitologia desses quadrinhos do que eu imaginava antes de começar. Percebi que "House" e "Powers of X" pegaram desprevinidos até os fãs de longa data. Vi aqui os X-men como nunca vi em qualquer material adaptado, e esse chacoalhão tremendo no status quo torna dessa saga um bom ponto de partida para novos leitores, de fato. Já é quase conhecimento geral que as histórias de X-men trazem fortes paralelos com as causas de grupos minoritários na vida real. Magneto e Xavier nos remetem a Malcom X e Martin Luther King, respectivamente. A comparação entre os mutantes e pessoas LGBT também é quase óbvia e um dos motivos pelos quais a equipe despertou meu interesse nos anos formativos. Era muito legal ver um grupo de jovens diferentes buscando a compreensão e a co-existência pacífica sobre a tutela de Xavier. Aqui a coisa muda um pouco de figura. O grande abalo afeta justamente a premissa fundadora do grupo: Xavier não busca mais a coexistência e sobrevivência, mas a emancipação e prosperidade de seu povo. Junto a Magneto, em Krakoa, um Éden na terra, os mutantes aguardam o dia em que herdarão o mundo quando a humanidade enfim for ceifada pela evolução. O paralelo político mais óbvio aqui (e invocado pela própria obra) é o sionismo. É uma história que gera muitos estranhamentos. É inquietante ver os mutantes nessa posição de superioridade, ver e imaginar que tipo de sociedade surgirá dali e o que pode se colocar como um obstáculo à soberania desse povo quando até mesmo a morte foi superada. Algumas considerações soltas aqui no final: Tem menos ação do que eu imaginei para um quadrinho de herói, mas isso não foi uma questão para mim. Todo o resto, as questões políticas e ideológicas, foram tão incríveis de acompanhar que nem fez falta. A linearidade de "House" me conquistou mais do que a loucura temporal de "Powers". Eu vou precisar de um canal de nerds que me explique o que rolou direito nessa linha porque muita coisa eu não peguei. Esse quadrinho oferece tanta coisa para os afficionados por construção de mundo. Tem uns painéis expositivos que são prato cheio, embora as vezes fossem informação demais até pra mim. Tudo é lindamente desenhado, tudo mesmo. Krakoa é fascinante. Deu vontade de ler em papel para apreciar do jeito certo e acho que vale o investimento.
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