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    O Divórcio -

    Pe. Leonel Franca, S.J.

    Calvariae Editorial
    2019
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9786590093967
    Português Brasileiro
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    Se fosse uma espécie de mazela, o divórcio não seria a das mais chiques, como as que as novelas oferecem à população. Com certeza não seria um problema com rugas, que pode ser resolvido ao cuidado do botox. Não!, seria uma epidemia como a malária ou a tuberculose. Seria, como de fato o é, contagiante, pois é sugestivo; de fácil aceitação, pois é uma mentira como o são as fantasias que sua propaganda oferece. O problema do divórcio é importante e sério demais para ser deixado nas mãos dos especialistas brasileiros. Se quiséssemos eleger a maior obra musical do funk carioca ou decidir se um fuzil se parece ou não com um guarda-chuvas, deveríamos chamar os especialistas brasileiros, mas para o divórcio, o senso comum – aqui referido como razão – e a tradição de dois mil anos bastam! E o que diz a razão? poderiam me perguntar. Vamos aos fatos que nesta obra são riquíssimos: em todos os países onde se introduziu a lei nefasta, sua ação foi sem dúvida destruidora. Por toda a parte, baixou a moralidade conjugal; diminuiu a natalidade; aumentou os abortos criminosos; multiplicaram-se os infanticídios, a prostituição; o adultério tornou-se parte do cotidiano; agravaram-se as infelicidades conjugais que terminam em loucura, morte precoce, nas covardias do suicídio, exaltou-se a anarquia da sexualidade com um triste cortejo de doenças venéreas e morais; a sociedade doméstica perdeu sua dignidade para degenerar em associações frívolas de egoísmos. Por outro lado, a tradição e a Igreja, nos dizem que a indissolubilidade é a resposta. Mas, e os trágicos casos dos casamentos que não tem chances de dar certo, ficarão presos por conta deste laço? poderiam mais uma vez me perguntar. Ora, mutatis mutandis, deveríamos então proibir também o aborto já que ao menos uma pessoa morre em cada caso, ou então proibir as viagens aéreas por causa dos desastres infelizes. A rebeldia e o egoísmo de poucos indivíduos indispostos a mudar não pode ser a condenação de uma nação inteira.

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    Leonel Edgard da Silveira Franca

    Leonel Edgard da Silveira Franca (São Gabriel, 6 de janeiro de 1893 — Rio de Janeiro, 3 de setembro de 1948) foi um sacerdote católico e professor brasileiro. Entrou para a Companhia de Jesus em 1908, ordenando-se sacerdote em 1923. Foi então para Roma, onde doutorou-se em teologia e filosofia na Universidade Gregoriana. De volta ao Brasil, foi professor do Colégio Santo Inácio (Rio de Janeiro). Lecionou história da filosofia, psicologia experimental e química no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo. Foi membro do Conselho Nacional de Educação em 1931 e vice-reitor do Colégio Santo Inácio (Rio de Janeiro). Teve papel destacado na fundação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e foi, também, seu primeiro reitor. Em 1947 recebeu o Prêmio Machado de Assis. Além de sua sólida formação intelectual, filosófica e teológica, ganhou fama pelas refutações a pastores e líderes protestantes brasileiros, bem como pelas polêmicas mantidas com estes, tendo escrito diversos livros para explicar e fundamentar suas posições, tais como "A Igreja, a Reforma e a Civilização", "Catolicismo e Protestantismo" e "O Protestantismo no Brasil", os quais podem ser encontrados em sebos e livrarias especializadas. Sempre acometido de saúde frágil, morre em 03 de setembro de 1948, deixando bibliografia de forte conotação apologética católica e diversos artigos em jornais da época. Há uma rua com o seu nome em Campinas.

    21 Livros
    14 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Leonel Edgard da Silveira Franca