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    A Guerra das Coroas (A Rainha Liberdade #2) -

    Christian Jacq

    Bertrand Brasil
    2007
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-10: 8528612163
    Português Brasileiro
    4.2
    146 avaliações
    Leram274Lendo3Querem231Relendo1Abandonos0Resenhas3
    Favoritos20Desejados231Avaliaram146

    Os bárbaros hicsos se apossaram de todo o Egito, impondo regras abomináveis com uma crueldade inimaginável Porém, a rainha Ahotep não se conforma em ceder sua terra aos bárbaros. Perto de Tebas, a única cidade ainda independente, ela cria uma base secreta para treinar os soldados destinados a libertar, algum dia, o Egito. A Guerra das Coroas é o segundo volume de A Rainha Liberdade, a nova e emocionante saga de Christian Jacq - que vendeu mais de 11 milhões de exemplares em todo o mundo com a série Ramsés. Acompanha a história incrível, mas verdadeira, de Ahotep, a Joana d´Arc egípcia. Jacq apresenta um Egito Fabuloso, prestes a desaparecer, mas que renasce das cinzas, liderado pela coragem e pela paixão dessa jovem mulher. Sem a rainha Ahotep, o Vale dos Reis não teria existido, o Egito não teria conhecido o período de esplendor do Novo Império... nem seus mais gloriosos faraós - como Ramsés, o Grande. À frente de um exército que começa a se impor, Ahotep - que, após a morte do marido em combate, começa a preparar o filho para torna-lo faraó - reconquista, de vitória em vitória, algumas cidades sitiadas pelos hicsos, apesar das traições de um grupo de "colaboracionistas" decididos a tirar proveito do poder reinante. Do Norte ao Sul, o Egito começa a reagir, cada vez com maior entusiasmo. Estranhamente, o invasor parece não se incomodar com a mudança. Estará ele preparando alguma perigosa cilada?

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    Valdeci Cunha de Souza picture
    Valdeci Cunha de Souza06/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Rainha Liberdade II

    O Egiptólogo francês, Christian Jacq é um escritor de sucesso e sua obra consiste, basicamente, em narrar à vida, os costumes e a história do Antigo Egito. Confesso que sou um apaixonado pela obra de Christian Jacq e já li alguns de seus livros. Entre eles estão a Série Ramsés (5 volumes), a Série Pedra da Luz (4 volumes), As Egípcias – Retratos de Mulheres do Egito, O Mundo Mágico do Antigo Egito, A Rainha Sol, Nefertiti e Akhenaton: O Casal Solar e terminei de ler a trilogia A Rainha Liberdade. Estou lendo atualmente O Juiz do Egito – A Pirâmide Assassinada – Vol. I (série composto de três volumes). A leitura das narrativas do Antigo Egito escritas por Christian Jacq são fascinantes porque ele consegue transpor para as páginas de seus livros todo o encantamento e toda acultura deste povo milenar. Claro que ele narra fatos “reais” com muitos elementos ficcionais que casam perfeitamente bem e que dão ao leitor uma visão bastante “verossímil” da vida e do cotidiano do povo banhado pelo Nilo. Interessante que as suas histórias são repletas de mitos, lendas e a interferência dos “deuses” nos destinos das pessoas comuns e da corte do Faraó levam o leitor a imaginar-se a andar por aquelas ruas e a “acreditar” nos acontecimentos e nos “milagres” das divindades. Assim como acreditavam os Egípcios. Para tornar sua narrativa mais atraente e sem ter a necessidade de ser didático (afinal, não se tratam de livros de história) Jacq altera um dado aqui e ali… Muda a grafia de alguns nomes e não segue a risca cronologias de fatos reais. Seu objetivo é, antes de tudo, criar uma obra de ficção baseada em fatos reais. Com seu vasto conhecimento sobre o Antigo Egito, ele se utiliza desta sabedoria para criar um pano de fundo bastante amplo e o mais aproximado possível do cotidiano do povo do Egito e assim criar uma atmosfera bastante crível onde possam circular seus personagens e inventar suas histórias. Mas nada que prejudique a visão geral da magia e da cultura deste povo que dominava o mundo nos primórdios da civilização humana. O Primeiro Volume da Série Rainha Liberdade intitulado “O Império das Trevas” narra o Egito sob o domínio Hicso com o Imperador Apópis a comandar as duas terras (O Baixo e o Alto Egito). Com o povo escravizado e a sua cultura em declínio a princesa egípcia Ah-hotep (em egípcio Iân-Hotep, que significa “a Lua está satisfeita”) resolve lutar contra a tirania hicsa e libertar seu povo do domínio estrangeiro. Uma luta desigual, diga-se de passagem, já que o país está sob forte domínio e o exército Egípcio inexistente. Ninguém acredita em liberdade e muito menos na possibilidade de lutar com um poder tão avassalador e muito bem preparado e equipado militarmente. Mas Ah-hotep resolve, com a ajuda dos Deuses e de seus amuletos, enfrentar este desafio e tornar seu povo mais uma vez donos de seus próprios destinos. O Segundo Volume intitulado “A Guerra das Coroas” Ah-hotep continua a não ceder ao domínio de Apópis e a manter Tebas a única cidade que conserva a independência. Para enfrentar o inimigo, a princesa criou uma base secreta onde são formados soldados com capacidade de enfrentar o poderio dos hicsos. No primeiro assalto contra o inimigo, Ah-hotep fica viúva e seu filho mais velho, Kamés é coroado Faraó. Entre uma batalha e outra o exército rebelde vai ganhando forças e algumas batalhas. O povo começa a acreditar que é possível vencer o inimigo e mais soldados e aliados vão surgindo pelo caminho. Apópis erra ao não dimensionar corretamente as pequenas vitórias da rainha e seu filho faraó e resolve esperar que o exército se aproxime de Auaris (capital Hicsa e centro administrativo do Egito ocupado) para finalmente exterminar os rebeldes. A guerra se estende por longos anos e muitas armadilhas de ambos os lados. Os Deuses interferem a favor de um e a favor de outro nesta guerra de escravos e dominadores, Deuses e humanos… Uma narrativa brilhante dos acontecimentos desta guerra que parece nunca terminar e que é preciso ter fé na liberdade. A guerra pelas duas coroas (a branca e a vermelha) está no auge e as páginas se sucedem numa narrativa brilhante. No terceiro e último livro da série, “A Espada Flamejante” os Hicsos continuam a reinar o norte do país com grande brutalidade e Ah-hotep segue conquistando grande parte do sul. Com a vitória de várias batalhas no Sul, o exército dos rebeldes vai tomando coragem para o grande desafio de invadir a fortaleza de Auáris e destronar o imperador Apópis e libertar todo o Egito do jugo Hicso. Entre uma batalha e outra e a divisão do exército para lutar em duas frentes a guerra segue cada vez mais decisiva. Enfrentar Apópis em sua capital e evitar que aliados do imperador venham em seu socorro. Ahmés, o segundo filho da rainha, é agora o novo Faraó, visto que seu irmão Kamés fora envenenado por um espião infiltrado na base rebelde. A guerra se aproxima do final e o Egito começa a respirar o ar da liberdade. É preciso reconstruir o país, os templos e organizar as festividades e oferenda aos Deuses que ajudaram nesta batalha. A cultura precisa ser preservada e a confraria da Pedra da Luz é criada pela rainha Ah-hotep (este grupo de escultores, pintores e escritores foi amplamente narrado na série A Pedra da Luz). A coragem de uma mulher que acreditou que era possível vencer um inimigo muito mais poderoso militarmente é à base desta série.Sem a rainha Ah-hotep, o Vale dos Reis não teria existido. O Egito não teria vivido o período de esplendor do Novo Império e muito menos teria conhecido seu mais glorioso faraó: Ramsés, o Grande.

    1 curtida

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    • 4 estrelas32%
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    Christian Jacq profile picture

    Christian Jacq

    Christian Jacq (Paris, 1947) é um escritor e egiptólogo francês. Escreveu várias obras de ficção sobre o Antigo Egito, notavelmente uma coletânea de cinco livros sobre o faraó Ramsés II, a quem Jacq guarda grande admiração. Até o ano de 2004, já havia escrito mais de cinqüenta livros, incluindo diversas monografias na área da egiptologia. O livro que o fez conhecido para o grande público foi "Champollion O Egípcio". Christian Jacq teria se apaixonado pela Antigo Egito com a idade de treze anos pela leitura de três volumes da história da civilização do Antigo Egito de Jacques Pirenne . Casou-se muito jovem, aos 17 anos, e sua viagem de núpcias foi para o Egito onde visitou o sitio arqueológico do antigo Memphis . Seu primeiro teste, naturalmente dedicado ao Egito , foi no fim dos anos 60, quando se envolveu em estudos de Arqueologia e Egiptologia , que foram coroados com o titulo de doutorado em Sorbonne . A sua carreira de escritor, que se iniciou aos 21 anos, segue duas linhas narrativas : uma de autor moderno e outra de romancista histórico. O egiptólogo gosta de afirmar que teve êxito literário por unir o universo novelista com a história egípcia. Ele e sua falecida esposa fundaram o Instituto Ramsés, que se dedica a criar descrições fotográficas do Egito para a preservação de sítios arqueológicos em perigo. De fato, o Instituto conta com a maior coleção de fotografias do Antigo Egito, entre doze e quinze mil, com o projeto de reunir mais de cem mil. Atualmente, Christian Jacq reside em Genebra, na Suíça.

    137 Livros
    299 Seguidores

    Christian Jacq