A Conquista do México -

    Hernan Cortez

    L&PM Editores Ltda.
    1986
    157 páginas
    5h 14m
    ISBN-13: 9788525414090
    Português Brasileiro

    Entre os conquistadores espanhóis, nenhum nome é mais consagrado, temido e odiado do que o de Hernan Cortez, o capitão que subjugou e aniquilou a maior e mais poderosa civilização do Novo Mundo: o império asteca. Acompanhado por apenas 400 homens, 16 cavalos, 32 escopetas e 4 canhões (mas contando com a ajuda de milhares de indígenas), Cortez derrotou um exército de cerca de 500.000 homens e arrasou a cidade que talvez fosse a maior do mundo de sua época: a fabulosa Tenochtitlan, com seus modernos canais navegáveis, jardins botânicos, zoológicos, aquedutos e mercados. O ouro roubado dos astecas revolucionaria toda a economia européia, proporcionando a acumulação inicial de capital para a explosão capitalista que se seguiria. Historiadores calculam que, entre guerras e epidemias, morreram, em menos de 30 anos, 20.000.000 de indígenas. A conquista do México consiste em 5 cartas que Cortez enviou ao imperador Carlos V, da Alemanha e da Espanha, narrando ? com todos os detalhes e apavorante realismo ? tudo o que se passou desde sua partida de Havana, em 10 de fevereiro de 1519, até a conquista definitiva da nação asteca, 2 anos mais tarde. Trata-se de uma obra definitiva para a compreensão de um dos momentos-chave na História: o violento choque entre duas culturas, a aniquilação de uma delas e o surgimento do rosto mestiço que o México e o continente então assumiriam.

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    Daniel de Oliveira Ferreira22/05/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    História oficial

    A história é contada pelos vitoriosos. Não lembro quem disse isso mas é a pura verdade!! Vejamos nossos livros de histórias, o que dizem sobre a ditadura militar?? O que dizem do período monarquico? Quase nada que comprometa, exceto quando já estávamos mais para a República do que para a Monarquia. Lênin e Stalin manipularam fantasticamente a verdade, inclusive apagando pessoas indesejadas de fotos tiradas quando estas pessoas ainda não eram consideradas indesejadas. Aqui, neste livro, temos a mesma situação. A história contada pelo lado vitorioso, a visão dos espanhois!!! A visão da metrópole sobre a colônia, onde a colônia e seus colonizados sempre se mostram indispostos ao trabalho, à obediência aos representantes reais, eles sempre são expostos como os verdadeiros culpados da sua destruição. Os espanhois queriam somente fazer o bem, para a graça de Deus, nem que para isso fosse preciso matar e destruir. Em todos os relatos, Hernan Cortez faz questão de não entrar em muitos detalhes quanto a quantidade de inimigos enfrentados e eliminados, são sempre "muitos". "Muitos" é um número relativo, que encobre a verdadeira carnificina que foi a colonização espanhola em toda a América Latina. Talvez, o livro do frei Bartolomé de Las Casas, chamado Brevíssima Relação da Destruição das Índias seja mais realista, mas imagino o quão difícil deve ser encontrar esse livro para comprar. Será que a versão publicada pela L&PM Pocket é fiel à versão original??!!

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