Quando sentir, escreva é um livro potente. Me identificar em tantos pontos com um livro que aborda questões importantes e atuais e também por sentimentos que passei, faz com que a minha conexão seja ainda mais forte.
Por conhecer a Gabriela, sei que esse texto é um reflexo de quem já foi, que é agora e tudo que está buscando para ser. Desde os seus escritos da adolescência que eu sei que a maneira de se expressar é escrevendo - é intenso, cheio de sentimentos, cheio de dores e lágrimas, de palavras que machucam e incomodam e que ainda assim são necessárias dentro da construção do livro - a divisão dos textos em que era, pelo que passou e em quem se tornou.
Não quero fazer comparações de forma alguma, mas seus textos me tocaram tanto quanto de autoras que se dispuseram a escrever sobre os mesmos temas e esteticamente parecido. Me vi ali em quase todas as situações escreveu. Eu chorei porque parecia que você estava acariciando a minha alma e o meu coração depois de tanto sofrimento, senti braços imaginários ao meu redor me dando afago e carinho quando entrei no meu processo de autodescoberta e cura. Palavras empoderadoras - e como é difícil usar esse termo quando está sendo saturado, mas é isso: suas palavras tem força. É como ter um vendaval tem jogando de um lado para o outro, é como experimentar fazer uma trilha ou descer em uma rappel com a sua própria força e quando por os pés no chão, se sentir grato e forte e cheio de energia.
Tenho orgulho desses textos, de todos eles. E tenho certeza que há oportunidade para mulheres, mulheres negras, pessoas que já passaram por sentimentos que são comum a todos (decepções amorosas, descoberto, empoderamento, crescimento pessoal, encontrar seu lugar no mundo, lutar pelo que acredita, abraçar sua identidade sem vergonha de ser quem é) faz com que esse livro seja ainda mais especial, principalmente levando em conta que todos esses temas estão em pautas atuais e precisam serem discutidos.