Amanhã é véspera de Natal, então para entrar no clima, trouxe a resenha do novo livro da Ellen, que mais uma vez fez o que sabe fazer de melhor: misturar a sutileza do suspense com o impacto do horror, criando uma narrativa que prende do início ao fim. Quando Soa o Sino me transportou para uma celebração natalina bem longe das luzes e do espírito de confraternização que estamos acostumados.
A família Gunnarsson, com suas raízes sombrias, é o coração pulsante (e apavorante) da história. A transição entre os cenários da Islândia gelada e a vila quente e úmida no interior do Pará é feita de forma tão fluida que consegui sentir a mudança de temperatura, mas não escapar do frio na espinha. Ellen cria uma atmosfera carregada de simbolismos, explorando o contraste entre o Natal que conhecemos e o lado sombrio que raramente vemos representado.
O ponto alto, pra mim, foi a construção das lendas. Não só porque elas são incrivelmente bem elaboradas, mas porque trazem um senso de atemporalidade que é quase poético. Dá pra perceber o cuidado da autora em tecer a narrativa de forma que cada detalhe importa. O sino, com seu som metálico, parecia ecoar na minha mente, e quando ele soa
é como se o próprio livro tomasse vida.
Se eu pudesse resumir, diria que Quando Soa o Sino é o tipo de leitura que te faz olhar para o Natal com outros olhos. É um convite a mergulhar no desconhecido, a ouvir atentamente as lendas esquecidas e a questionar o que realmente celebramos quando a noite cai.
A Ellen já garantiu um lugar de destaque na minha prateleira, e esse livro só reforçou isso. Que venha a próxima obra!