Robinson Crusoé (Clássicos Zahar) - Edição Comentada e Ilustrada

    Daniel Defoe

    Zahar
    2021
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9786559790319
    Português Brasileiro

    Misto de livro de aventura, autobiografia espiritual e tributo ao individualismo burguês, Robinson Crusoé continua insuperável, tão original e vívido como há trezentos anos. Edição com tradução, apresentação e notas de José Roberto O'Shea. "30 de setembro de 1659. Eu, pobre e desgraçado Robinson Crusoé, depois de naufragar em alto-mar durante uma tempestade terrível, cheguei à costa desta ilha desoladora e infeliz, que denominei 'Ilha do Desespero', sendo que o restante da tripulação do navio afogou-se, e quase morri." Com uma prosa aparentemente despretensiosa, mas repleta de nuances, Daniel Defoe narra a vida atribulada de Crusoé a partir da decisão de abandonar o destino trivial no interior da Inglaterra para se tornar marinheiro. Após várias desventuras e uma crucial estada no Brasil, seu barco naufraga em meio a uma tempestade violenta, a tripulação morre e ele vai parar numa ilha deserta tendo apenas uma faca, um cachimbo e um pouco de tabaco, além de um formidável instinto de sobrevivência. Com disciplina, Crusoé aprende não apenas a construir uma canoa, fazer uma panela e assar pão, mas também a enfrentar seus medos, suas dúvidas e a solidão absoluta. Até que, depois de 24 anos excruciantes, ele descobre uma pegada humana na areia.

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    Clio picture
    Clio19/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não sei quantas vezes li esse livro, é um dos meus preferidos. Robinson é um naufrago que tem que se adaptar a uma ilha deserta. Defoe se recusou a pegar a via mais fácil de transformar esse num romance intimista e depressivo. Pelo contrário, sua ideia era elevar a capacidade e engenhosidade humana de ser capaz de se adaptar e adaptar qualquer meio. O protagonista desde o primeiro momento não se deixar abater pelas circunstâncias e usa cada pequena folha e graveto para transformar a ilha que vem a ser sua moradas. São capítulos levemente descritivos de como fazer manteiga, por exemplo, e muita maravilha na exploração do lugar. Não se deve, no entanto, tentar trazer uma crítica moderna a esse livro do início do século XVIII. O autor é fruto de seu tempo e faz várias observações sobre a supremacia do homem europeu branco e sua sociedade como uma máquina civilizatória. Meu conselho é ignorar essa parte e aproveitar a capacidade narrativa de Defoe que se mantém até os dias atuais.

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