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    Seu Ibrahim e as Flores do Corão - Trilogia do Invisível

    Eric-Emmanuel Schmitt

    Nova Fronteira
    2003
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8520915922
    Português Brasileiro
    4.4
    68 avaliações
    Leram108Lendo7Querem114Relendo0Abandonos0Resenhas8
    Favoritos10Desejados114Avaliaram68

    Na Paris dos anos 60, um encontro improvável mas precioso revela uma mensagem universal. Momô, um garoto judeu de 12 anos, e seu lbrahim, velho árabe dono da mercearia da rua Azul, tornam-se grandes amigos depois da visita inusitada de Brigitte Bardot. Desse dia em diante, nada mais seria fortuito nos destinos do velho e do menino. A primeira lição que Momô aprende com seu novo amigo é que não há uma muralha permanente entre seu mundo e o dos adultos, como ele acreditava: a vida é muito mais feliz quando seu lbrahim está por perto. Nas situações mais simples do cotidiano, o velho árabe transmite ao menino a sabedoria mística do islã, sem usar de doutrinas ou pregações. Ao mostrar-Ihe o essencial da vida e despertar nele o desejo da experiência, seu lbrahim faz com que o menino descubra a si mesmo e os horizontes de sua própria juventude. Seu lbrahim e Momô desbravarão o mundo. E não serão apenas amigos, como pode parecer à primeira vista. Esse é apenas mais um dos ensinamentos de seu lbrahim. As aparências realmente enganam: o homem velho não é árabe, a rua Azul não é azul e o menino talvez não seja judeu. Seu lbrahim e as flores do Corão é uma fábula encantadora, surpreendentemente cômica e filosófica, que mistura algumas das questões mais fundamentais da existência humana com situações inusitadas do dia-a-dia. Escrita com estilo e simplicidade por Eric-Emmanuel Schmitt, premiado autor francês, a história do velho árabe e do menino judeu é atualmente um dos livros de maior sucesso de público e crítica em toda a Europa e, em breve, chega também às telas de cinema do mundo inteiro, com o ator Omar Sharif no papel de seu Ibrahim.

    Resenhas (8)Ver mais
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI17/07/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Alegria emprestada

    Bem, devo começar esclarecendo que sou abstêmia, portanto, não estou embriagada e, tampouco, "cheirei"( risos), e , realmente, eu não sei por que cargas d´água isso foi me acontecer, mas o fato é que, durante a breve leitura deste livro ( ele possui apenas 79 páginas),senti uma alegria semelhante àquela quando, eu, adolescente, ao encontrar o senhorzinho do realejo sempre pagava para ver minha sorte.Com o coração aos pulos, ouvia a musica ( que provocava encantamento), e aguardava a avezinha (periquito?) tirar um cartão que sempre trazia uma promessa de felicidade que afagava minha alma S ó que, logo, "caía a ficha", e eu me perguntava: a felicidade vem de um cartãozinho? Pensando bem, talvez, essa minha "viagem" nem seja motivo para tanto espanto, pois se para mim a felicidade poderia vir do cartão de um realejo,para Momo o menino judeu que vivia na Rua Azul ( que não era azul) em Paris, encontrou na amizade travada com o árabe que não era árabe - Sr. Ibrahim - a sua promessa da felicidade. Bem pelo menos é essa amizade que tira Momo de um caminho tortuoso e torna menos penosa a companhia com seu pai - um judeu taciturno que vivia apontando os "defeitos" de Momo e comparando-o com Popol. Por outro lado, essa amizade também é para seu Ibrahim uma promessa de felicidade: Seu Ibrahim é feliz por ter Momo ao seu lado e por saber o que tem dentro do seu Corão. O livro tem passagens tristes, mas Momo, apesar do título do livro trazer o nome do Sr Ibrahim, "rouba a cena" com suas "tiradas" hilárias. O re-encontro com sua mãe é a um só tempo comovente e zombador. Mas tudo são promessas de felicidades, venham elas de onde vier. Pode vir de um cartão de realejo, pode vir do conhecimento do que está dentro de um Corão ( no do Sr. Ibrahim havia uma carta do seu amigo Abdullah e 2 flores secas) A carta, com certeza, representava o quanto Seu Ibrahim valorizava a amizade, mas e as duas flores secas? O que representariam elas? Representariam PAZ? Representariam RESPEITO pelas diferenças o que possibilitaria uma convivência harmoniosa entre os homens independente de religião, etnia etc, etc...? Não sei. De qualquer forma são apenas suposições, mas, que ainda assim, me emprestaram, enquanto durou a leitura, uma alegria inebriante , já que na ficção, as promessas se tornam realidade.

    6 curtidas

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