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    Só garotos -

    Patti Smith

    Companhia das Letras
    2010
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8535917764
    Português Brasileiro
    4.4
    5941 avaliações
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    O relato inédito e comovente da história de amor e amizade entre a cantora e poeta Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Nestas memórias afetivas, Patti revive a aventura de dois jovens irreverentes e idealistas em direção ao sucesso mundial. "Tem gente que nasce rebelde. Lendo a história de Zelda Fitzgerald, identifiquei-me com seu espírito insubordinado. Lembro de passear com minha mãe olhando vitrines e perguntar por que as pessoas não chutavam e quebravam aquilo." É com esse tom franco e irreverente - e ao mesmo tempo doce e poético - que Patti Smith revive sua história ao lado do fotógrafo Robert Mapplethorpe, enquanto os dois tentavam ser artistas e transformar seus impulsos destrutivos em trabalhos criativos. Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde: morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do famoso "verão do amor". Foi então que conheceu o rapaz de cachos bastos que seria sua primeira grande paixão: o futuro fotógrafo Robert Mapplethorpe, para quem Patti prometeu escrever este livro, antes que ele morresse de aids, em 1989. Só garotos é uma autobiografia cativante e nada convencional. Tendo como pano de fundo a história de amor entre Patti e Mapplethorpe, o livro é também um retrato apaixonado, lírico e confessional da contracultura americana dos anos 1970, desfiado por uma de suas maiores expoentes vivas. Muitas vezes sem dinheiro e sem emprego, mas com disposição e talento de sobra, os dois viveram intensamente períodos de grandes transformações e revelações - até mesmo quando Robert assume ser gay ou quando suas imagens ousadas e polêmicas começam a ser reconhecidas e aclamadas pelo mundo da arte. Ao refazer os laços sinceros de uma relação muito peculiar, Patti Smith revela-se uma escritora e memorialista de grande calibre - e o modo como seu texto reflete a lealdade dos dois é comovente, apesar de todas as diferenças. Pincelado com imagens raras do acervo de Patti Smith, Só garotos pode ser lido como um romance de formação de dois grandes artistas do século XX, que apostaram na ousadia, na liberdade e na beleza como antídotos à massificação - e contra todas as recomendações. "O retrato mais fascinante e divertido da descolada-mas-chique Nova York do final dos anos 60 e começo dos 70." Tom Carson, The New York Times

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    Rosangela Max picture
    Rosangela Max20/09/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um mergulho no estilo de vida das décadas de 60/70.

    Mostrando como era, na época, a vida louca dos artistas e também dos aspirantes a artistas. Cheia de miséria, drogas e promiscuidade (para alguns) e muitos personagens icônicos. Patti Smith e Robert Mapplethorpe eram um casal de jovens perdidos na vida, tentando se encontrar como pessoa e se firmar como artistas. Eles eram opostos de muitas formas, mas tinham uma dependência enorme um do outro. Adorei a forma que a autora não se limitou a contar apenas a história da relação entre eles dois. O conteúdo ficou muito mais rico assim. Tem um desfile de citação de nomes. Alguns bem conhecidos, mas a maioria desconhecidos por mim. Só o fato de ler sobre a interação da autora com Janis Joplin, Jimi Hendrix e Sam Shepard já valeu a leitura. Achei a vibe incrível e a escrita é bem fluída. Algumas vezes, até me esqueci que estava lendo um livro de memórias. Super recomendado.

    122 curtidas

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    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas32%
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    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
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    Patricia Lee "Patti" Smith

    Antes de completar 21 anos, Patti Smith, a "poetisa do punk" mudou-se para Nova York, onde conheceu Robert Mapplethorpe, seu companheiro e amigo de muitos anos. Patti ganhou reconhecimento nos anos 1970 por sua fusão revolucionária de poesia com rock, e seu disco Horses, tido como precursor do punk, é considerado um dos cem melhores álbuns de todos os tempos. Ela gravou uma série de discos e publicou livros de poesia como Babel e Auguries of Innocence. Em 1973, Patti expôs seus primeiros desenhos. Em 2008, a Fundação Cartier de Paris fez uma grande mostra com fotografias, instalações e desenhos da artista.

    12 Livros
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    Illinois, Estados Unidos

    Patricia Lee "Patti" Smith