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    Veleiros ao Mar -

    Sarah Mason, Sarah Mason

    Bertrand Brasil
    2012
    756 páginas
    1d 1h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    166 avaliações
    Leram241Lendo9Querem540Relendo1Abandonos16Resenhas13
    Favoritos18Desejados540Avaliaram166

    Erica tinha um sonho: representar a Grã-Bretanha na America's Cup. Para isso, terá que enfrentar o preconceito dos homens, que acham que esse esporte não é lugar para mulher. Para conseguir realizar seu sonho, ela precisará da ajuda do bonitão e problemático Fabian Beaufort e de Rafe Louvel, um estranho, mas atraente, velejador.

    Resenhas (13)Ver mais
    Carolina Leocadio picture
    Carolina Leocadio29/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    **Gatilho: abuso sexual (detalhes no capítulo 54)** . Amei a história. Iatismo não me interessa, por isso passei todos os livros da tbr na frente deste. Principalmente ao saber ler numa resenha que ela utilizava muito jargão do esporte. Bom pra autora. Mas o excelente trabalho de pesquisa dela me fez acreditar que não era uma história que curtiria. Me enganei. Ela misturou muito bem a parte técnica da vela; os termos específicos e as cenas minuciosas dos personagens velejando - que seria enfadonha para qualquer leitor sem conhecimento no esporte - com um bom romance. Lembrou de incluir glossário dos vocabulários e lista explicando a função de cada personagem durante a competição. Fez um trabalho fantástico e merece reconhecimento por isso. A sinopse é bem sucinta e não chega a cobrir do que trata o livro. É mais do que Inky querendo vencer o machismo ao participar da competição, buscar aprovação do pai com a ajuda do arruinado Fabian e do desiludido Rafe. Para começar, não há um protagonista e sim diversos personagens, incluindo Inky, Fabian e Rafe (3 das 17 pessoas que integram a equipe que veleja o barco Excalibur) cujas histórias pessoais são mostradas. São tantos personagens que a autora colocou uma lista de quem era quem nas primeiras folhas para o leitor não se perder. Não que precisasse; cada um tem personalidade forte e independente, além de história de fundo que difere do outro. Claro, a maioria é podre de rica. Infelizmente acho que não há nenhum personagem que não seja branco ou sexy pra cacete ou magro - tamanho 38 ou padrão normal mesmo -. Deficiente ou LGBTQIA+ com certeza não há. Minha dúvida sobre personagens não brancos é por causa da descrição do tom de pele. Não sei como a autora colocou no original. Levo em consideração também que todos passam longos períodos sob o sol, então estão queimados. Pele azeitonada eu pensei que fosse uma classificação personagens árabes, mas aqui foi usado como sinônimo de bronzeamento. Foi meio chato ler que todo mundo era exuberante, lindo de morrer. A autora relembrava isso em toda aparição dos personagens. Principalmente quando Sarah Mason se referia aos personagens ingleses. Os ingleses que são tão brancos que parecem que desbotaram, têm pele macilenta que só piora à medida que envelhecem. Adicione o fato de que eles viviam debaixo do sol e duvido que fossem esses gatos e gatas descritos pela autora. Principalmente os personagens de meia idade. Acredito mais que esse retrato descreva às equipes italianas, francesas e espanholas (e até assim, é meio forçado. Além do mais, todo mundo rico com disponibilidade de fazer tratamento estético, não fazem mais que a obrigação serem lindos de morrer). Me sinto culpada em criticar os romances da história. Shippei todos, eles foram bem desenvolvidos, não tiraram o foco do enredo central, não são problemáticos e eu me via ansiosa pela próxima cena deles. Mas me incomodou que as equipes se envolveram entre si. Soou tão... limitado. Por outro lado, não é mais ou menos assim que acontece na vida real? (Ainda acho que Milly se contentou com pouco já que seu parceiro passa a maior parte da história em dúvida se termina a relação ou leva ao próximo passo. Também acho que ela enaltecia demais o Fabian e se enaltecia muito pouco sendo o mulherão que era.) Pegue o livro tendo em mente que é sobre brancos ricos fazendo branquices de gente rica e com problemas de ricos e brancos. Milly é uma das poucas personagens da classe trabalhadora. Seus conflitos mais parecidos com os nossos e realistas. Sim, se deixa iludir por um par de olhos sedutores e passa uns perrengues, mas não deixa de ser interessante mesmo assim. O livro discute também muito machismo. Mais um esporte em que mulheres não são bem vindas a não ser para serem conquistas ou exibidas como troféus. A capacidade delas é sempre posta em dúvida. Sarah Mason soube trabalhar isso no ponto, pois até os protagonistas masculinos faziam comentários misóginos ou tinham pensamentos sexistas sobre as (poucas) mulheres presentes mulheres durante a competição. Não é nada que te obrigue a pausar a leitura para respirar fundo. A quantidade de personagens femininas no livro pareceu proposital também para ilustrar o machismo. Tem uns pedaços da história que não poderiam ser mais ficcionais, outros são bem autênticos. Termino a resenha elogiando a bela capa que a Bertrand Brasil criou para o livro - a americana é feia e ofensiva -. A tradução também não está nada mal - tem umas frases truncadas aqui e ali. Nem a revisão, embora tenha assim uns erros aqui e lá.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 166
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas4%
    Sarah Mason profile picture

    Sarah Mason

    Sarah Mason nasceu em Bedford - Inglaterra. Seu primeiro livro foi Playing James, lançado em Agosto de 2002, que foi publicado no Brasil como Um Amor de Detetive, pela Bertrand. Em 2003, Um Amor de Detetive ganhou como melhor livro o Romantic Novel Of The Year Award. No Brasil, já foram publicados pela Bertrand os livros Um Amor de Detetive (Playing James), A Vida é Uma Festa (The Party Season) e Alta Sociedade (High Society). Seu último livro, Sea Fever (2007) ainda não foi publicado no Brasil.

    8 Livros
    166 Seguidores

    Sarah Mason