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    V.I.S.H.N.U. - HQ

    Ronaldo Bressane, Fábio Cobiaco

    Quadrinhos na Cia.
    2012
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788535921861
    Português Brasileiro
    3.5
    64 avaliações
    Leram94Lendo4Querem125Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos3Desejados125Avaliaram64

    Num futuro dominado pela tecnologia, em que até cidadãos comuns podem ter seus robôs pessoais e outras maravilhas tecnológicas, nenhum produto se destaca tanto quanto o Noodle. Misto de assistente pessoal e gerenciador de tarefas, o Noodle é onipresente na vida de nove entre dez habitantes do planeta. Até entrar em colapso. Difícil medir, mesmo anos depois, o impacto que a crise do Noodle causou. Atrelado profundamente a sistemas vitais da sociedade, ele derrubou bancos, transporte, governos e décadas de avanços científicos. O mundo que emergiu desta crise aprendeu a tratar os computadores com desconfiança, mas não soube diminuir sua dependência deles. Grandes complexos de pesquisa foram criados ao redor do mundo, dedicados a estudar tecnologias que a humanidade pensava ter deixado para trás. É num desses complexos que trabalha Wilczenski, uma das grandes mentes de seu tempo, e que agora se dedica à ciência que trouxe tanta destruição no passado - a inteligência artificial. Até que tudo dá errado mais uma vez. Quando uma misteriosa entidade parece despertar nos galpões do grupo Gaia, Wilczenski é o primeiro a ser chamado. Mas a entidade, que se apresenta como V.i.s.h.n.u., pede para ser mostrada ao mundo por outro cientista, o grego-brasileiro Karabalis. Misto de thriller e ficção científica, V.I.S.H.N.U. conta a históris destes dois gênios em conflito, enquanto guerrilhas ludistas, jornalistas, hackers, políticos e grupos religiosos tentam tomar o controle da situação. Tocando em questões atuais da ciência, o livro percorre continentes numa aventura que traz à tona um estranho e perigoso caminho que nossos avanços podem tomar.

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    Felipe Novaes picture
    Felipe Novaes23/09/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A história fala de um futuro não muito distante, em que a tecnologia domina a vida diária das pessoas através de inteligências artificiais fracas. Tudo muda quando, nos galpões de uma das empresas que pesquisa IAs, surge V.I.S.H.N.U., uma inteligência artificial forte, ou seja, com capacidade cognitiva igual ou superior à dos humanos. A sigla V.I.S.H.N.U. é uma clara referência à divindade hindu chamada Vishnu, que é conhecido como o Mantenedor, aquele que mantém a realidade funcionando até que Shiva surge para destruir e reiniciá-la. Da mesma forma, o sistema de nuvem da história é responsável por manter outros sistemas em funcionamento, mas tudo vira de cabeça para baixo quando um pane na rede faz com que ele "acorde" e exija uma "encarnação". A IA deseja, literalmente, um corpo. Esse desejo também é outra referência ao deus hindu, uma vez acredita-se que ele assume vários avatares ao longo das eras, para encarnar e andar entre os humanos. V.I.S.H.N.U agrada aos fãs de ficção científica, especialmente aos interessados em distopias futuristas e discussões sobre IA e a possibilidade de considerar organismos artificiais como seres realmente vivos, o que traz mais outras mil discussões, como o que seria vida. Graficamente, a revista é primorosa. Adorei o formato quadrado e grande do material, assim como os desenhos em preto e branco e com um aspecto de borrão, lembrando bastante os suibokugas, desejos japoneses feitos com pinceladas contínuas. Os argumentos do roteiro também são ótimos, só gostaria que tivesse sido trabalhada mais longamente as partes que explicam a natureza da IA Forte e sua relação com a matéria. Espero que isso seja esmiuçado na sequência, que me parece já estar programada.

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    3.5 / 64
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas6%
    Ronaldo Bressane profile picture

    Ronaldo Bressane

    Publicou a trilogia de contos A Outra Comédia, formada por Os infernos possíveis (Com-Arte/USP, 1999), 10 presídios de bolso (Altana, 2001) e Céu de Lúcifer (Azougue, 2003), além dos volumes de poemas O Impostor (Ciência do Acidente, 2012) e Cada vez que ella dice X (Yiyi Jambo, 2000). Ao lado de Joca Reiners Terron, Marcelino Freire e Nelson de Oliveira, co-editou a coleção Risco:Ruído (DBA, 2007), que publicou Lourenço Mutarelli, André Czarnobai, Daniel Pellizzari e Paulo Leminski, entre outros. Coordenou o projeto Essa História Está Diferente (Companhia das Letras, 2010), em que Mario Bellatin, João Gilberto Noll, Rodrigo Fresán e mais 7 escritores adaptaram ao conto composições de Chico Buarque. Foi pioneiro na divulgação da literatura brasileira na rede ao editar, entre 1998 e 2000, a Revista A, em que pela primeira vez foram publicados nomes como Emilio Fraia e Jorge Cardoso. Além de colaborações em sites e suplementos literários, participou da revista PS:SP (Ateliê, 2003) e das antologias Geração 90: Os transgressores (Boitempo, 2003), Paixão por São Paulo (Terceiro Nome, 2004), Fábulas da Mercearia - Uma antologia bêbada (Ciência do Acidente, 2004), além das seletas italianas Sex’n’Bossa (Mondadori, 2005), Lusofonia (Nuova Frontiera, 2006), Il Brasile per le strade (Azimut, 2009), da reunião hispânica 90-00: Cuentos brasileños contemporáneos (Ediciones Copé/Petroperu, 2009) e da antologia francesa Je suis favela (Anacaona, 2011). Como jornalista, foi editor-executivo da V, redator-chefe da Trip e editor da Alfa. Seu texto passou por publicações como Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Brasil Econômico, Valor Econômico, O Globo, Jornal do Brasil, Serafina, Tpm, Vogue, Vida Simples, piauí, Pernambuco, Bravo!, seLecT, Continente, Superinteressante, VIP, Poder, Bazaar, 4Rodas, MIT, Audi, Personnalité, Continuum, Rev. Nacional e S/Nº, entre outras. Também co-dirigiu o documentário Só Quem É Sabe O Que É, sobre a campanha do Corinthians durante a queda do time à série B em 2008, ao lado de Phydia de Athayde e Artur Voltolini. Em 2012, Bressane lançou um romance gráfico de ficção-científica, cujo roteiro escreveu ao lado do argumentista Eric Acher e do artista Fabio Cobiaco, V.I.S.H.N.U., pela editora Companhia das Letras. A graphic novel foi indicada ao Prêmio Jabuti e a três prêmios HQ Mix. Em 2014, lançou seu primeiro romance, Mnemomáquina (Demônio Negro), uma ficção distópica ambientada em uma São Paulo futurista, e também publicou o conto Sandiliche na coleção infanto-juvenil da Cosac Naify, em volume ilustrado pela quadrinista equatoriana Powerpaola. No mesmo ano traduziu os romances O corpo em que nasci (Rocco) e Androides sonham com ovelhas elétricas? (Aleph). Seu blog, que reúne textos jornalísticos mais recentes bem como links para livros e ficções, é o Impostor.

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    1 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Ronaldo Bressane