Resenha escrita no jornal Meio Norte de Teresina (PI) em 24.01.2017 por Carlos Said
Da biografia de Francisco Guedes Alcoforado, apelidado Zome, piauiense de Oeiras, surgiu o livro: “Zome, Bom Senso e Fé”. A perfeita organização dos textos inseridos no compêndio pelo filho Antônio Guedes Alcoforado (Oeiras, Piauí, 1968), levou o cronista ao conservadorismo familiar a fim de, pelos aspectos pessoais, determinar que o amor supera os conflitos domésticos tornando-o acostumado ao bom relacionamento sem incerezas e hesitações.
Desde cedo, criança ainda, Francisco Guedes Alcoforado empenhou-se como pôde e ao exercitar a liderança entre os irmãos, porfiou-se seriamente com os afazeres diários até assumir a responsabilidade como empreendedor numa outra nova gleba com o mesmo nome da primeira capital do Piauí: Oeiras. Enveredando por outros caminhos, o berço pobre não foi fator negativo a marcar a vida promissora do Francisco Guedes Alcoforado. A coragem e a integridade moral do pesonagem principal da crônica d´hoje, já conhecido por Zome, alcunha de “Homemzinho” regrada a “Home” e, daqui para os dias d´agora, “Zome”, estabeleceu a sua vivência sofrida aureolada como vencedora.
Fundamental é afastarmos as inconveniências para repeitarmos a vida mesmo diante de situações desconfortáveis Por isso, são imprescindíveis a serenidade, a tolerância e o equilíbrio perante as diferenças entre familiares para que seja valorizada a compreensão e abraçada a exaltada fé como removedora de embaraços danosos.
Objetivamente, eis que no bojo do livro, as características do “Bar Dois Irmãos”, a partir dos anos 70, definiram para cada cliente um limite de crédito que não podia ser ultrapassado. Método para combater a inadimplência, uma vez que o estabelecimento comercial era frequentado por uma clientela que entendia mais de fiado (compra feita a crédito) do que compra à vista. Adotando critérios sem abusar das amizades com os frequentadores do estabelecimento comercial, ficou concretizada a forma do “Zome” não tomar prejuízos com dívidas e outros percalços financeiros.
Nove anos atrás, isto é, em 2008, o personagem principal da crônica d´hoje foi condecorado com a “Medalha do Mérito Renascença do Piauí”, a mais alta distinção honorífica do Estado, destinada a agraciar personalidades que se destacaram e prestaram relevantes serviços ao Piauí. A honraria concedida no grau ' Cavaleiro', provou como Francisco Guedes Alcoforado tornou-se popular e admirado pelo povo piauiense.
Elogios à vontade, necessariamente louvores, os predicados do Francisco Guedes Alcoforado adentraram pela porta principal da moradia de cada uma das pessoas que figuram como parentes. Os laços de sangue se estremecem à medida que relembramos E. T. A, Hoffmann (Ernst Theodor Wilhehlm (alterado para Amadeus em 1813 ) Hoffmann: Kalliningrado, Russia, 1776 – Berlim, Alemanha, 1822), após definir Literatura como a essência mais durável dos bens duráveis: “como é propensa a humanidade a construir uma situação que não impeça de olhar para o céu” (tema principal da sua festejada ópera “Undine”, 1814, a primeira no gênero romântico). Portanto, como não é de bom arbítrio a fuga para um outro parâmetro, explicamos que o bom senso e a fé constante dos familiares da grei “Zome” exposta à consideração social, é a mesma numerosas vezes analisada como convencional em toda a parte. Convicção íntima vigorosa celebrando a individualidade de um personagem especial já entronizado na popularidade e remetido à iminência de jamais ser esquecido.