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O Sofá Estampado

Lygia Bojunga
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Pollyanna 03/05/2010

Delicado e direto – O Sofá Estampado, Lygia Bojunga
Se eu pudesse escolher a dedo o meu estilo de escrever, com certeza seria o mesmo da Lygia Bojunga. Ela escreve com uma delicadeza extremamente direta, que te leva além das palavras, até a história que ela está contando. Sem enrolação, sem linhas soltas. Tudo muito costurado e fácil de entender, mesmo sendo um texto bem literário e subjetivo.

O engraçado é que O Sofá Estampado é uma bagunça. Tem seis histórias de seis personagens diferentes: um tatu, uma dona-de-casa, uma gata, uma vó tatu, uma hipopótama e um inventor. E mesmo assim o livro é todo emendadinho, com uma coisa te levando para outra, sem causar estranhamento nenhum. Isto porque as histórias não são somente contadas, mas descritas. Vítor, o tatu, é o centro do livro, e da história de vida dele nascem diversas situações que se entrelaçam com a história de cada um dos outros personagens.

Mas é uma bagunça muita rica, devo dizer, pois passa uma moral bem legal. Eu não costumo gostar de livros que possuem o intuito de passar uma lição e tal, principalmente porque a maioria destes tipos de livros são didaticamente chatos. Então é sempre surpreendente para mim quando leio os livros da Lygia. Eles sempre possuem uma lição e nunca são chatos.
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Iza 03/11/2010

Sensível demais!
“Cavou até gastar toda a força e
muita mágoa, nem sabia quanto tempo.” P.30

No primeiro contato com o livro você logo imagina que é apenas mais um livro infanto-juvenil, mas quando se começa a ler você fica cativo do pequeno tatu Vítor e da sua história tão cheia de medos, sonhos, desilusões e final feliz.
A-do-rei a história porque não se limita a uma simples narrativa, ela desperta sentimentos e traz a realidade para dialogar com a fantasia, sem contar que a Lygia Bojunga soube envolver uma boa trama do começo ao fim.
Na história Vítor é um tatu tímido desde a infância e que em situações de medo ou nervoso começa a cavar o tanto que pode e a tossir sem parar até ficar roxo. Só acalma depois que ficar bem longe da situação que lhe aflige, sozinho com seus botões.
Nessas fugas de si mesmo encontrou um lugar só dele, sua rua de descape. Vítor não conseguia ser ele mesmo na frente de outras pessoas, até conhecer sua vó e se encantar com as aventuras vividas por ela, além se ser muito confortável conversar com alguém e não tossir.
Sua avó uma aventureira nata, morre em uma de suas missões, o que deixa Vítor com uma saudade sem tamanho e um presente a receber. Quando se forma Vítor viaja para o rio de Janeiro a fim de conhecer o mar, mas aí conhece Dalva, uma gata angorá que não liga para outra coisa a não ser assistir tevê e sentar em seu sofá estampado, e se apaixona por ela. Daí em diante esquece-se de ver o mar e a única ideia de Vítor é agradar a Dalva.
Mas nada adianta o que Dalva queria mesmo era assistir TV. E depois de passar por umas boas e perder a Dalva, Vítor volta para a sua floresta, desanimado da vida, mas numa de suas fugas, descobre o seu rumo e um jeito que não ter tanto medo e seguir a vida feliz.
Amei o livro porque nos ensina que o medo é bem menor do que a nossa força de vontade e que o amor é construído em conjunto, sozinho nada somos. E precisamos desse amor.
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Walderes 06/05/2012

Peguei emprestado, com a Maria Aurora, "A bolsa amarela", que há décadas queria ler, e, de lambuja, trouxe também este "sofá". Mais uma vez fiquei impressionado com a capacidade de falar a todas as gerações própria da boa literatura infantil: aquela que, ironicamente, cada vez me parecer mais ser a que não infantiliza o leitor... Fica risível a classificação etária das obras que, nitidamente, apenas obedecem a critérios comerciais, mas nada têm a ver com grupo a quem uma obra deveria ser proibida ou prescrita. Esse "sofá", por exemplo, poderia ser lido e discutido lindamente tanto por grupos de crianças e adolescentes, quanto adultos das áreas da Psicologia, da Administração, da Engenharia Ambiental... e tantas outras áreas. Parece-me uma obra universal, capaz de suscitar interesse e tantos níveis de leitura quantos sejam os perfis dos leitores. Encantador!
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Fabricioh 22/07/2012

Um estapado amarelo bem clarinho, todo salpicado de flor...
Lygia Bojunga tem uma forma muito singular de escrever. Nesse livro ela apresenta os personagens de forma interessante, principalmente no início da estória. A escritora se aprofunda bastante em cada personagem, nos revelando até suas manias e formas de pensar. O livro realmente te envolve em alguns momentos, conhecemos os personagens com detalhes o bastante para nos apegar, por isso a despedida de algum deles realmente consegue nos afetar enquanto lemos. Recomendado com certeza pra quem quer ler uma estória leve.
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priscilabonatto 20/01/2010

Ah, a melhor palavra, na minha opinião, para descrever este livro é, sem dúvida, ENCANTADOR! O personagem principal é uma simpatia, a começar pelo fato de ser um tatu, e os momentos vividos por ele, a maneira como ele os enfrenta, é tudo muito cativante.
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