Leite derramado

Leite derramado Chico Buarque




Resenhas - Leite derramado


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Giselle211 09/02/2024

Incrível
Um dos MELHORES livros nacionais que já li a minha vida.
As memórias do narrador, entram na sua cabeça e te fazem viajar pra um lugar incrível. Vc se identifica em várias partes, a infância, a adolescência, tudo.

Super recomendo ??
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Agatha282 19/01/2024

Não é o tipo de história que me prende, mas a escrita é sensacional, o velho contando de sua vida e ocasionalmente falando absurdos
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Pedro3598 16/01/2024

Neste livro " Leite Derramado" do Escritor Chico Buarque. O enredo é desenvolvido sobre um senhor, chamando Eulálio da Assumpção. Que está no leito de um hospital, onde têm várias lembranças e devaneios. As suas histórias são contadas para as enfermeiras e também para a sua filha, Maria Eulália.
Assim, no decorrer da leitura são apresentadas suas histórias, suas experiências de vida e de sua família, desde os tempos da sua adolescência até a decadência.
A leitura desse livro faz com que tenham-se reflexões sobre a realidade de envelhecer e de outras coisas. "Não importa quem você tenha sido , o corpo envelhece e sofre das mesmas mazelas que qualquer outro".
fontbooks 16/01/2024minha estante
oi pode curtir minha última publicação?




Marcelo Leite 14/01/2024

E que jornada!
Um homem centenário está internado em um hospital. Seu nome é Eulálio Assumpção. Membro de uma família aristocrática brasileira.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos sua história, assim como fleshs sobre a vida de até três gerações antes dele, até quatro depois. E a história é contada como se tivesse fazendo a descrição para registros escritos por uma enfermeira, que por vezes é confundida por sua filha, Maria Eulália.

A descrição dos eventos não é construída de forma cronológica. As histórias são contadas conforme lhe vem a lembrança. Mas isto nem de longe atrapalha o ritmo da leitura. Pelo contrário, aguça o tempo todo a curiosidade do leitor.

E é desta forma que vamos conhecendo a origem portuguesa e próxima da família real que aportou no Brasil no começo do século XIX. As contradições de um avô fazendeiro que é citado como "defensor da causa dos ex-escravizados", e de seu pai, influente senador da República Vela, vítima de um crime bastante inusitado.

A profissão de Eulálio não é bem explicitada. Mas chega-se a comentar que trabalhou como assessor para um político colega de seu pai enquanto jovem.

O amor que sentia por Matilde -filha adotiva de um outro parlamentar da época. E a dor da sua ausência também são coisas que marcam bastante a leitura. Desde o sentimento de culpa por desejá-la sexualmente durante as missas, quando se conheceram, seu casamento a base de crítica por seus familiares, até as suas constantes suspeitas de traição e seu posterior desaparecimento. Algo que marcará toda a sua vida .

Outra referência que vale citar é a sua filha Maria Eulália. Que partir de sua idade adulta, começa a desencadear uma série de eventos que leva a vida de Eulálio a ruína tanto econômica quanto social. O nascimento de seu neto, bisneto e trineto aprofundam e aceleram este processo.

Está fase da vida que marca a decadência financeira e do próprio nome, transmite ao leitor uma sensação difusa. Hora por gostar de ver um aristocrata em apuros, outra por pena, diante de tantas atribulações sofridas graças as más escolhas ou picaretagens de seus entes.

É possível dizer que os personagens são marcantes e que apesar do livro ser pretensioso no sentido de explorar tantas gerações em tão poucas páginas, nada fica sem um bom desenvolvimento, nem com pontas soltas. E sobre eles é notável a repetição do nome "Eulálio" em todas as gerações. O que contribui para marcar a trajetória da família Assumpção, assim como, uma possível influência de Gabriel Garcia Marquez em Cem anos de solidão.

Outro autor que suspeito ter contribuído como referência para a forma que a história deste livro foi contada é de Machado de Assis, em dois aspectos, os sarcasmos de como o cotidiano aristocrático - às vezes são expressos - e as suspeitas em cima da parcialidade da narrativa da qual podemos reparar.

Em meio a tudo isso, Chico Buarque consegue discutir o racismo, machismo, sexualidade, preconceito de classe, a famosa "carteirada" ao usar o nome para conseguir favores e privilégios. Comportamentos incutidos na sociedade brasileira, da qual a nossa aristocracia faz muito bom uso. Mas apresenta tudo isso em um tom que não é nem clichê, panfletário ou monótono. Pelo contrário, é possível dar muitas risadas durante várias partes.

Leite Derramado é um perfeito retrato da elite brasileira. E que é dado um tremendo castigo no fim. Talvez o castigo que mais poderia machuca-los.

Coitado do velho Eulálio. Sobrou pra ele!
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Alexandre de Oliveira 10/01/2024

Elite caída
O livro é narrado pelo personagem principal, Eulálio Montenegro d?Assumpção, um velho centenário que desfia a sua história de vida, a história da sua família e do Brasil. Conta, num fluxo verbal de consciência, as suas memórias falhas, que ora se contradizem e se complementam. No núcleo do livro, sua história de ?amor? com Matilde, uma não-branca com quem se casou após a morte do pai, a contragosto da família elitista. Um mistério cerca sua história com ela: o sumiço não explicado no livro, cuja solução fora dispensada pelo Eulálio.
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Tassia.Thariny 08/01/2024

Bom, porém cansativo!
Achei um pouco confuso, pois, vai e volta a narrativa entre passado/presente/futuro, o que acaba ficando cansativo.
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Eliane406 01/01/2024

A expressão subjetiva
A expressão é popular e antiga, vinda de camponeses, não adianta chorar sobre aquilo que é irremediável. E o passado é aquela velha roupa que já não serve mais.
As lembranças serão eternas e particulares.
Ao chegar ao crepúsculo da vida, a memória se torna um lugar onde o coração fica armazenado, tentar reviver histórias e momentos e manter vivo aquilo que se nos torna únicos. Foi assim que Buarque com seu dom da escrita, trouxe em poucas páginas a narrativa em primeira pessoa de um homem centenário que viveu toda a mudança de seu país, absorto nas lembranças de um amor inesquecível e uma dor que jamais foi concluída.

?"[...] E a partir de então liguei uma coisa com a outra, a respiração de Matilde chamava as ondas, qie lhe respondiam com seu espraiar. Passar uma noite sem Matilde me parecia tão improvável quanto cessarem todas as ondas sem mais nem menos."
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Robremir 15/12/2023

Um romance sobre a decadência
Comprei este livro em um sebo faz alguns anos e ontem resolvi tirá-lo da estante. Na primeira página, um recado manuscrito da ex-leitora do livro para o Chico: horrível, pare de escrever e volte a compor. Eu ri e com este espírito me diverti horrores com a leitura. É um livro sobre decadência, alguém outrora muito rico que foi tendo que se adaptar a coisas cada vez mais baratas. Mas é um livro também sobre sanidade, sobre velhice, sobre o que nos faz vivos. Eulálio não é das pessoas mais simpáticas, é racista, covarde, mimado, mas é um reflexo da época em que viveu. Gostei muito.
Vou escrever um recadinho debaixo do anterior. Continue escrevendo, Chico. Mas se quiser componha também.
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Filipe 06/12/2023

Com uma narrativa intensa e, ao mesmo tempo, delicada, Chico Buarque nos presenteia com esta que é uma obra-prima da literatura brasileira. Há aqui um claro retrato de uma das mais comuns leituras da sociedade brasileira, algo que explora a psique de um tradicional ?cidadão de bem?.

Por quase 200 páginas, mergulhamos nos delírios saudosistas de uma figura decadente que clama as glórias e derrotas do passado de uma maneira imponente. Não temos aqui um narrador-personagem simples, embora a leitura o seja. Temos aqui uma figura complexa, que fala mais do que acredita dizer.

Chico é certamente o meu autor nacional favorito, com um talento que emociona.
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Amanda 08/11/2023

Genial
No começo do livro, lembrei muito de uma canção do Chico, chamada "O velho Francisco", em que o personagem é um idoso acamado, hospitalizado, contando suas histórias de sucesso na juventude. O livro é genial. Consegue retratar toda a falência moral das elites brasileiras, junto de sua falência também material. Os descendentes de escravistas e barões jazem em camas de memórias de um passado de ricos sobrenomes, que nada mais significam. A história é contada de maneira genial, desordenada como as memórias confusas do velho centenário. Todas as dores, ilusões e hipocrisias são descritas de forma a princípio confusa, fora de ordem, repetidamente... Mas tudo vai se esclarecendo na mente do leitor. Vale a leitura!
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jbswiftela 10/10/2023

Leite derramado
Bom, essa foi a minha segunda leitura do chico buarque, estava muiito ansiosa por mais. como posso dizer que foi exatamente como eu tinha imaginado?. a história desse livro é muito ampla e reflexiva, mas o que mais me surpreendeu foi a escrita do autor. vou ler mais dele com certeza
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MBressan 05/10/2023

A memória é uma vasta ferida
Primeiro livro de Chico que li e a conclusão continua sendo a mesma em relação às suas músicas: gênio.
Chico Buarque tem a perspicácia de entrelaçar o público e o privado; o íntimo e o social; a história pessoal e a história do Brasil.
Eulálio, um senhor centenário, é capaz de nos mostrar a realidade do envelhecer, e nos traz a reflexão: não importa quem você tenha sido, o corpo envelhece e sofre das mesmas mazelas que qualquer outro.
A confusão das memórias do personagem acabam gerando confusão em nós mesmos ao longo da leitura, afinal, sou eu ou o próprio Eulálio que está se confundindo?
Cheguei a pensar: e se toda essa história sobre família importante, Rainha Elizabeth, senador, abolição, for apenas uma distorção gerada pela demência? Pois bem, a história do Brasil, às vezes, é realmente tão absurda que soaria melhor se fosse apenas uma ideia fantasiosa (e de mau gosto).
Como ignorar, ainda, a sensação a la "Capitu" quando se trata de Matilde: traiu ou não traiu?
Por todo o livro, somos tomados por um conjunto de sentimentos entre a repugnância pelo passado e a empatia pelo presente de Eulálio (e da sociedade).

"bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo, e de repente uma lambada atroz."

"memória é deveras um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas"

"seria até cômico, eu aqui, todo cagado nas fraldas, dizer a vocês que tive berço"

"os baques me seriam muito dolorosos se eu já não estivesse caído"

"as pessoas não se dão o trabalho de escutar um velho, e é por isso que há tantos velhos embatucados por aí, o olhar perdido, numa espécie de país estrangeiro"

"são tantas as minhas lembranças, e lembranças de lembranças de lembranças, que já não sei em qual camada da memória eu estava agora."
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alex santos 23/09/2023

Memória decadente
A confissão desconexa da vida centenária e da linhagem familiar de um paciente moribundo em um hospital. A decadência social e econômica da família mostrada em idas e vindas de uma memória tão confusa cronologicamente quanto precisa em detalhes que vão se encaixando a cada capítulo.
É preciso estar atento para entender Chico.
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Alex 17/09/2023

Tenha empatia, mas nem tanto.
Para melhor entendimento vamos separar esta crítica em dois pontos: História e Ritmo de Leitura.

?História:

Acompanhar os delírios e as divagações de um senhor de quase cem anos gera para você certa empatia em alguns momentos do livro, empatia essa que não demora a acabar na página seguinte. O pensamento vindo da época colonial se faz presente no livro desde a primeira página até a última, então não fique surpreso ao ler um trecho relativamente fofo e no seguinte mudar para alguma coisa absurda.
Tenho a impressão que esta história se a semelhança muito a ouvir o lamentos de algum idoso que fora "abandonado" pela família, no início gera um sentimento de pena mas ao final a única coisa que sentimos é certa indiferença e nojo por alguns momentos.

? Ritmo de Leitura:

Já adianto que o livro é inteiramente narrado em primeira pessoa e não há nenhum diálogo. É apenas texto corrido sem nenhuma pausa, quase como o livro Pessoas Normais, isso não me foi um problema tendo em vista que em geral os capítulos são curtos. A ordem cronológica não é perfeita e alguns pontos o leitor tem que prestar atenção ao que lê pois pode se perder em meio às informações dadas pela metade, isso não é um ponto ruim já que é a proposta do livro e algumas explicações o autor deixou implícito, já que tudo referente a um acontecimento vemos pela visão do narrador então não temos outros pontos de vista sobre os fatos.
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Marina516 26/08/2023

Ainda bem que existe o último capítulo.
Gostei bastante do livro, da decadência da família Assumpção. Mas, com esse narrador (que em português eu esqueço o nome, unreliable narrator) é muito mais desafiador entender a história. Muitas vezes o livro me lembrou a memórias póstumas, máquina de fazer espanhóis e cem anos de solidão. Um livro muito bom pra falar do desapego não intencional da memória. A escrita do Chico é excelente, me fazendo ir do nojo a paixão completa em diferentes momentos das 200 páginas
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