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    A casa das sete mulheres -

    Letícia Wierzchowski

    Record
    2008
    516 páginas
    17h 12m
    ISBN-13: 9788577990559
    Português Brasileiro
    4.3
    3767 avaliações
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    Favoritos359Desejados4818Avaliaram3767

    Mostra a Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha (1835-1845) - a mais longa guerra civil do continente - e suas consequências sobre o destino de homens e mulheres. O líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito com o propósito de protegê-las. A guerra começou a se prolongar, e a vida daquelas mulheres transformou-se para sempre.

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    Resenhas (378)Ver mais
    Fernanda Nunes Dos Santos picture
    Fernanda Nunes Dos Santos31/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amores, esperanças e perdas

    A casa das sete mulheres mostra nada mais do que a espera e a guerra, não tem como ponto principal os ganhadores e as frentes de batalhas, porém mostra o que está por trás de tudo isso, mostra a família dos grandes guerreiros e soldados, mostra as longas esperas, que parecem nunca ter fim. O amor que se perde, e perca é o que mais se acontece nas guerras, a mulher que perde o marido, o filho, o irmão, o primo, o tio. E não são apenas as percas pessoais, são também as percas emocionais. A guerra seca a vida, corroe a fé, a esperança e também o amor. Espera-se por homens que talvez, jamais voltarão. Os filhos crescem sem o pai, tendo o como um visitante, em alguns momentos da frágil vida. Perde-se um pouco da infância, e muito mais da adolescência e da sanidade. Isso é o que o livro nos conta em suas páginas de espera. A espera de um bilhete, de um recado, de uma rápida aparição, a espera do amor. O mais triste de todo o livro, não foi nem o fato de Manuela ter morrido como a "noiva de Garibaldi", pq esse, foi o fim que ela mesma lhe traçou, mas foi por Caetana, que esperou amargamente por seu Bento Gonçalves, que voltou para casa, já velho e doente, sem forças para viver. Totalmente desapontado com a guerra. 10 anos da vida de Bento e Caetana foram enterrados, pela espera e a vontade de um dia poder voltar. Apesar de não ter morrido fisicamente com a guerra, Bento morreu espiritualmente a cada dia em que a guerra durava, seu corpo físico foi sepultado 2 anos depois, porém ele já estava morto, desde antes do fim da guerra, Bento já havia morrido, e com certeza, Caetana já sabia disso, devido sua angustia pelo marido, mas ela sabia a quem amava, sabia que Bento era da república, e mesmo assim ela esperou e anciou por sua volta a cada dia, com suas rezas, com sua família e principalmente o amor. O amor que não era como o de Manuela por Garibaldi, o de Rosário por Steban, o de Mariana por João, ou o de Perpétua por Inácio, mas era um amor que suportou todos os enlaces da guerra, todo o medo da perda, suportou tudo, até mesmo as traições, mas mesmo assim ela desejou por Bento todo os momentos, não que suas cunhadas não esperassem pelos maridos, mas eles morreram nos primeiros anos da guerra, apesar da dor que elas sentiram, acostumaram-se com a perda, já Caetana não, ela não perdeu o marido fisicamente na guerra, mas no decorrer dos 10 anos, foi como se matasse o seu amado a cada dia, torturando-a com o passar do tempo. E para mim, essa foi a dor que mais senti, de saber que depois de anos, Caetana que tanto esperou por seu Bento, já o havia perdido sem que ela soubesse de verdade, mas que involuntariamente já o sabia disso.

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    Letícia Wierzchowski

    Antes de se dedicar às letras, começou a cursar a faculdade de arquitetura, que não chegou a completar. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai. Enquanto trabalhava neste último emprego, começou a escrever ficção. Seu romance de estreia, publicado em 1998 e relançado em 2001, O anjo e o resto de nós, conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul. A escritora gaúcha Martha Medeiros sugeriu a leitura do primeiro romance de Letícia a um amigo paulistano de naturalidade gaúcha e descendente, como Letícia, de poloneses. O publicitário Marcelo Pires gostou tanto do livro que enviou, em dezembro de 1998, um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se. Na cerimônia de casamento, o casal distribuiu aos convidados um pequeno livro com algumas das mensagens trocadas por eles. Um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro Eu@teamo.com.br, que teve suas duas edições rapidamente esgotadas. O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance A casa das sete mulheres, adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006. Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou Um farol no pampa, em que retoma a vida dos personagens d’A casa. Lançou em 2006 sua décima-primeira obra, Uma ponte para Terebin,em que narra a história de seu avô polonês. Ao mesmo tempo, trabalha, em parceria com Tabajara Ruas, no roteiro cinematográfico de O Continente, baseado na obra de Érico Veríssimo.

    32 Livros
    298 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Letícia Wierzchowski