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    A roupa do corpo - Tetralogia Francisco Azevedo #4

    Francisco Azevedo

    Editora Record
    2020
    532 páginas
    17h 44m
    ISBN-13: 9786555871289
    Português Brasileiro
    4.2
    60 avaliações
    Leram82Lendo6Querem99Relendo0Abandonos0Resenhas14
    Favoritos6Desejados99Avaliaram60

    Na contramão da irracionalidade e do avanço do discurso de ódio e de intolerância, A roupa do corpo é um sopro de esperança e é a essência daquilo que nos veste com o que temos de melhor. A roupa do corpo conclui a tetralogia iniciada pelo best-seller O arroz de Palma, seguido por Doce Gabito e Os novos moradores. Neste novo romance, Francisco Azevedo nos apresenta o narrador-personagem Fiapo, que nos conduz pela viagem de sua vida. Com ele, seus caminhos e seus relacionamentos, acompanhamos as infinitas possibilidades que cabem em uma existência, quando dedicada à compreensão da alma. Entre os grandes movimentos planetários e os marcos históricos, a vida cotidiana acontece. É entre o nascer e o morrer que amamos, odiamos, nos ressentimos e nos reconciliamos. ""Nada é banal. E não existem pessoas comuns."" ""Podemos não perceber, mas tudo nesta vida é pura mágica"", como nos lembra o autor. O livro percorre conflitos nascidos de encontros e desencontros, fragmentação e recomposição familiar, que propiciam o compartilhamento de uma memória comum e um destino coletivo que nos irmanam e aproximam; e trará aos veteranos leitores de Francisco Azevedo uma carga nostálgica, pois os personagens dos livros anteriores aparecem também aqui, apontando os vínculos que nos constituem e acompanham nossa existência. Com uma jornada que se inicia entre o Rio de Janeiro e as cidades de Convés e de Santo Antônio da União, rumo ao difícil e desafiador ano de 2020, A roupa do corpo é um convite para que nos deixemos seduzir pela habilidade de Francisco Azevedo de contar histórias, criando personagens e conflitos com todas as complexidades e contradições da vida humana.

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    Resenhas (14)Ver mais
    Marcos Aurélio Carvalho picture
    Marcos Aurélio Carvalho05/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    De João a Fiapo, com muito amor.

    João, furtou o livro, que depois ganhou de César, e tornou-se Fiapo. De João a Fiapo, de Convés ao Rio de Janeiro, letra por letra, palavra por palavra, Francisco despeja poesia. Nos romances de Francisco Azevedo a poesia prevalece. Desde o início: "Às roupas que nos inspiram, e nos confortam", até o fim, "... a vida cotidiana - que é tragédia e comédia e aventura e drama e sonho. Dor e prazer até o derradeiro ato". Francisco é paixão, amor, é família. Seus livros são fontes inspiradoras. Aprendi com Fiapo, que os gregos não tinham profetas, tinham poetas. E, "por não terem livros sagrados, os gregos não eram dogmáticos, e estavam, portanto, abertos à possibilidade de rever posições". Nasceu o diálogo, a tese, a antítese e a síntese. Fiapo nasce em Convés, e conta sua história a partir de então. Suas paixões, o sonho de prosperidade, o adulto pleno criado no lar amoroso, no ambiente saudável. A casa onde aprendeu princípios, valores e lições que sempre levou na bagagem. Depois de muito a saudade, a reflexão, e o tapa na face, "pois então ligue. Para saber deles, para se interessar por eles, para ouvir as velhas e repetidas novidades que tenho para ele contar ponto e dê notícias suas ponto notícias caseiras, vida pessoal. Ele se preocupam é com o filho e o irmão, não com sucesso do autor de peças teatrais." O romance que encerra a tetralogia de histórias familiares é maravilhoso. É um presente para quem leu, O Arroz de Palma, Doce Gabito e Os Novos Moradores. Personagens dos outros livros reaparece neste. Um reencontro fascinante, apaixonante, tudo muito bem entrelaçado, como os que formam o tecido da roupa. Talvez da própria Roupa do Corpo.

    15 curtidas

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    4.2 / 60
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Francisco José Alonso Vellozo Azevedo profile picture

    Francisco José Alonso Vellozo Azevedo

    Meu nome completo: Francisco José Alonso Vellozo Azevedo. Nasci em 23 de fevereiro de 1951, na cidade do Rio de Janeiro. Com duas irmãs mais velhas e dois irmãos mais novos, sou o terceiro dos cinco filhos de Orlando Azevedo e Maria do Carmo Vellozo Azevedo. Portanto, o primeiro filho homem. Pelo lado paterno, nada de especial – homens sempre foram a maioria na família. Mas pelo lado materno, meu nascimento foi bastante festejado – antes de mim, várias gerações só de mulheres; homens, apenas os maridos. Papai contava que sofreu muita gozação dos irmãos por causa disso. Todos apostavam que ele só seria capaz de fazer meninas: diziam que era sina da família de mamãe. Pelo que sei, papai não se importava com a brincadeira. Riu por último, riu melhor. Afinal, somos duas mulheres e três homens. A tal sina, se é que existia, foi desfeita. Por meio de amoroso acerto familiar e pela generosidade de meus pais, fui criado e formado por minha avó materna. Para mim, uma bênção, uma dádiva: nosso cotidiano, nossas conversas intermináveis, nossos medos confessados, nossa cumplicidade. Ela e sua sabedoria, sua paciência, seu senso de justiça. Eu e meus questionamentos, minhas inquietações, minhas opiniões radicais. Em 1966, viajamos pela Europa. Quatro meses de muito aprendizado e belas descobertas. Moramos juntos desde que nasci até o dia de sua morte, em 26 de janeiro de 1974. Em novembro do mesmo ano, já como diplomata, saí do Rio de Janeiro para viver em Brasília e depois no exterior. Quis, assim, o destino, que minha avó se despedisse de mim antes que eu a deixasse. Em sua súbita partida, vi novamente uma bênção, uma dádiva. Apesar da dor. Primeiro lugar entre 1.435 concorrentes, fui premiado com uma bolsa de estudos para os Estados Unidos, no concurso “Jovem Embaixador – A missão da juventude no mundo de hoje”, promovido pelo Jornal dos Sports e pelo Experiment in International Living. Numa etapa inicial, a comissão julgadora, formada por jornalistas brasileiros e norte-americanos, selecionou os 50 melhores trabalhos. Destes, saíram os dez finalistas que foram chamados à sede do jornal para escrever, lá mesmo, uma redação sobre tema sorteado na hora. Os autores dos quatro melhores textos ainda tiveram de ser entrevistados, em inglês, para que a comissão julgadora anunciasse, finalmente, o nome do vencedor. Em junho do mesmo ano, fui um dos dez finalistas, na categoria moderna, do I Festival da Poesia na Guanabara. Era a época dos festivais. O público comparecia e participava com entusiasmo. A apresentação dos candidatos aconteceu no palco do teatro João Caetano em noite de plateia lotada. Com o “Poema do fim do mundo”, ganhei o segundo lugar pela votação do júri, que teve o embaixador Paschoal Carlos Magno como presidente. Mudo-me para Brasília. Começo a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores. Como diplomata, minha experiência foi bastante diversificada. Servi no Consulado-Geral do Brasil, em Nova York e na Missão do Brasil junto à O.E.A., em Washington. Exerci funções nas áreas de política bilateral e multilateral. Atuei também no cerimonial, e ainda nos setores consular e de administração. Como correio diplomático, estive em vários países da América Latina, Europa e África. Coleciono várias histórias e boas lembranças do meu tempo de Itamaraty. No Senegal, por exemplo, tive o prazer de conhecer o embaixador e poeta João Cabral de Melo Netto. Do encontro, guardo uma bela cena, um desapontamento e uma inesperada alegria. Em 20 de setembro, pela editora Escopo, com ilustrações do embaixador Augusto Estellita Lins, publico meu livro de estreia, Contra os Moinhos de Vento – coletânea de poesias e prosas poéticas escritas entre 1975 e 1978. Morando em Brasília e diplomata ainda em começo de carreira, fico surpreso com o número de colegas e amigos que prestigiam o lançamento. Morava em Washington, quando decidi deixar a carreira diplomática. Não tinha ideia do que iria fazer. Sabia apenas que aquela rotina já não me felicitava nem me satisfazia a curiosidade. A consciência de que a vida é um estalar de dedos me deu atrevimento para mudar de rumo e me aventurar em algo novo. O mais difícil foi abrir mão do convívio com os muitos amigos na Casa. Ponderei comigo mesmo que, ainda que permanecesse no Itamaraty, nossas constantes mudanças de posto iriam obrigatoriamente nos separar. Fora da carreira, teria até mais liberdade para estar com eles. Também começo a produzir textos em prosa poética para catálogos e apresentações de obras de arte, para painéis de exposições em museus e para grandes eventos empresariais. Países e Pessoas, por exemplo, foi escrito, em 1997, para ser lido na abertura da cerimônia comemorativa dos 20 anos do SEGEN – Setor de Engenharia da Petrobras. Grande parte dos poemas que constam de A Casa dos Arcos foram escritos no Rio de Janeiro, em um apartamentinho alugado na rua Vinícius de Moraes, 204. No livro, há uma homenagem ao poeta boêmio, que conheci em Brasília, em noite de festa. Por causa de um “coitado”, dirigido a mim, o breve momento me marcou. Escrevo o texto de Ressurreição Brasil, vencedor do Festival Nacional de Curta-Metragens, da CNBB. Além do prêmio, o filme ganha elogios do presidente da República, Itamar Franco, em carta destinada ao diretor Marcelo Taranto. Crio o poema em cima das imagens já editadas. Inspirado pelo que vejo na tela, com cronômetro na mão, vou elaborando a fala que será, posteriormente, inserida com locução em off da atriz Esther Góes. O filme é uma homenagem a Chico Mendes e a todos os brasileiros vítimas da violência e do descaso. Assino o texto e a direção de Unha e Carne. A peça, que estreou com sucesso no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro, foi apresentada em todas as capitais do Nordeste, Brasília, Porto Alegre e interior de São Paulo. Concluo o roteiro do longa-metragem, Ponto Final, filme dirigido por Marcelo Taranto, adaptação de Tudo Passageiro – texto inédito para teatro, que escrevi em 1995. Em 6 de março, aniversário de Gabriel García Márquez, lanço, pela editora Record, meu segundo romance, Doce Gabito, história em que o escritor colombiano também é protagonista. Logo no início, uma advertência: Cuidado, ficção é verdade – mundo real que nasce pelas mãos do escritor. Personagem tem vida própria. Com suas falas e atitudes, pode ser boa ou má companhia. Pode nos influenciar os pensamentos e os atos tanto quanto nosso mais íntimo amigo. Como qualquer um de nós, interfere no andamento do universo. O livro é dedicado ao leitor que, comigo, se aventura no desconhecido e se dispõe a participar do mistério da criação. Em novembro, participo da Fliporto (Festa Literária de Pernambuco) como autor convidado. No auditório da Faculdade de Olinda, o escritor espanhol Ignacio del Valle, a escritora Luize Valente e eu, com mediação de Rui Couceiro, da Porto Editora, discutimos o tema: “Literatura é documento? Histórias e personagens muito além da história.” Nos mais vendidos, Doce Gabito aparece nas livrarias ao lado de O arroz de Palma – que, no Brasil, chega à oitava edição e, no exterior, já com venda de direitos para Alemanha, Itália, Estados Unidos, Espanha, Catalunha, Noruega, Suécia, Holanda, Sérvia, Portugal e França. Em 21 de agosto, O arroz de Palma é tema de palestra e discutido pela Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro – SPRJ Em 25 de outubro de 2013, sou convidado pela Porto Editora para o lançamento de “O arroz de Palma”, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Portugal. Em 24 de junho de 2014, “O arroz de Palma” (“Once upon a time in Rio”) é lançado nos Estados Unidos pela Atria Simon & Schuster. A editora Record lança a edição comemorativa de “O arroz de Palma” para celebrar a marca de 50.000 exemplares vendidos. Dentro, há um encarte colorido com as capas das edições estrangeiras. Graças à constante divulgação dos leitores, o romance já é considerado um “long-seller”, com vendas contínuas e crescentes. No dia 27 de junho, em evento realizado durante a “American Library Association Conference”, na cidade de São Francisco, “Once Upon a Time in Rio” ganha o “International Latino Book Awards”, o maior prêmio literário e cultural latino dos Estados Unidos.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Francisco José Alonso Vellozo Azevedo