Amon - Meu Avô Teria Me Executado - A história da alemã negra que descobriu ser neta de Amon, o carrasco de Hitler imortalizado no filme A Lista de Schindler.

    Jennifer Teege, Nikola Sellmair

    Agir
    2014
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788522029716
    Português Brasileiro

    “Aos 38 anos de idade, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista.” - Folha de S.Paulo. Milhões de pessoas conheceram a história do comandante Amon Göth pelo premiado filme "A Lista de Schindler", de Steven Spielberg, lançado em 1993. Como esquecer da chocante cena do comandante atirando em prisioneiros de forma aleatória, da sacada de sua residência? Com a ajuda do jornalista Nikola Sellmair, Jennifer começa uma profunda e dolorosa pesquisa sobre a história da sua família biológica. Passo a passo, a partir da chocante história da sua família, começa uma história de libertação.

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    Waldir Figueiredo Reccanello04/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não existe culpa herdada!

    Quando a alemã negra Jennifer Teege se descobriu neta de Amon Göth, um dos piores e mais famosos criminosos nazistas, ela iniciou uma longa, turbulenta e obscura jornada em busca de suas raízes. Passando pelo silêncio omisso de sua avó e pela relutância amorosa de sua mãe (que a deixara num orfanato ainda muito criança), essa procura muitas vezes a levou a se sentir culpada pelos crimes cometidos por Amon e, agravando uma já severa tendência à depressão, tal necessidade de expiar os pecados familiares quase que acabou por destruir sua vida e a de sua atual família. Felizmente, ao conhecer melhor o seu passado e o de todos os envolvidos (uma avó até o final apaixonada pelo marido e uma mãe ausente que, mesmo sem ter conhecido o pai, sofria com o peso de seu nome), Jennifer parece, finalmente, ter entendido que não existe culpa herdada e que cada um tem direito a uma biografia própria. Ao perceber que não há um DNA nazista, ela deixou de lado a equivocada obrigação de se penitenciar pelos atos do avô (a culpa pelos seus crimes é, e realmente deve ser, apenas dele) e, para alegria de todos, conseguiu dar continuidade a sua vida. Uma lição que, atualmente, muitos teimam em não entender.

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