Amon: meu avô teria me executado - A história da alemã negra que descobriu ser neta de Amon, o carrasco de Hitler imortalizado no filme A lista de Schindler

    Jennifer Teege

    Agir
    2014
    185 páginas
    6h 10m
    ISBN-10: B00NER9GKQ
    Português Brasileiro

    “Aos 38 anos, a publicitária alemã Jennifer Teege fez uma descoberta que a deixou chocada: seu avô, que ela não chegou a conhecer, era o infame comandante Amon Göth, do campo de concentração de Plaszow, na Polônia, cujo sadismo se destacou até mesmo em meio à barbárie nazista.” — Folha de S.Paulo “Um confronto corajoso entre uma história pessoal e o passado da Alemanha.” — Revista Brigitte “Este livro é a prova de que a história não termina nunca.” — Revista Profil Jennifer Teege foi entregue para adoção quando tinha poucas semanas de vida. Criada em uma instituição de freiras na Alemanha, aos três anos foi morar com a família que mais tarde a adotaria, e nada sabia a respeito de suas origens. Durante uma visita habitual à biblioteca de Hamburgo, Jennifer, com 38 anos, encontrou um livro que mudaria sua vida e o que acreditava saber sobre seu passado. Ao ver a foto de sua mãe biológica naquelas páginas, algumas lembranças vieram à tona. O livro encontrado por acaso contava a história de Monika, filha de Amon Göth, e Teege se recordou de ver, ainda criança, o sobrenome Göth em seus antigos documentos. A revelação, tantos anos depois, teve um efeito devastador sobre Jennifer. Como uma mulher negra que fala hebraico e viveu por quatro anos em Israel poderia ser neta de um dos maiores carrascos da Segunda Guerra Mundial?

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    Waldir Figueiredo Reccanello04/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Não existe culpa herdada!

    Quando a alemã negra Jennifer Teege se descobriu neta de Amon Göth, um dos piores e mais famosos criminosos nazistas, ela iniciou uma longa, turbulenta e obscura jornada em busca de suas raízes. Passando pelo silêncio omisso de sua avó e pela relutância amorosa de sua mãe (que a deixara num orfanato ainda muito criança), essa procura muitas vezes a levou a se sentir culpada pelos crimes cometidos por Amon e, agravando uma já severa tendência à depressão, tal necessidade de expiar os pecados familiares quase que acabou por destruir sua vida e a de sua atual família. Felizmente, ao conhecer melhor o seu passado e o de todos os envolvidos (uma avó até o final apaixonada pelo marido e uma mãe ausente que, mesmo sem ter conhecido o pai, sofria com o peso de seu nome), Jennifer parece, finalmente, ter entendido que não existe culpa herdada e que cada um tem direito a uma biografia própria. Ao perceber que não há um DNA nazista, ela deixou de lado a equivocada obrigação de se penitenciar pelos atos do avô (a culpa pelos seus crimes é, e realmente deve ser, apenas dele) e, para alegria de todos, conseguiu dar continuidade a sua vida. Uma lição que, atualmente, muitos teimam em não entender.

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