Antiterapias

Antiterapias Jacques Fux


Compartilhe


Antiterapias





'Antiterapias' é, antes de tudo, um diálogo com a literatura. O personagem central mistura suas histórias de vida a referências literárias escondidas incorporadas ao falar de si, de suas memórias. Partindo do contexto judaico, da frase Borgiana 'que a história tivesse copiado a história já era suficientemente assombroso; que a história copiasse a literatura era inconcebível' e sempre acompanhado pelo livro de Philip Roth, 'Complexo de Portnoy', o texto discute a inserção de qualquer estrangeiro em uma comunidade. Com frases curtas, de não raramente apenas uma palavra, o livro desperta no leitor imagens, sensações e questionamentos, além de promover uma discussão sobre o problema do plágio literário. Testemunho, memória, masturbação, ficção, História, Cabala, Bíblia e literatura se embaralham e permeiam a biografia de um jovem judeu em busca do seu lugar face à Diáspora e aos guetos na contemporaneidade. Perseguido pelo dibouk (demônio) e em busca da mulher, o personagem narra sua vida, encontros e desencontros repletos de ironia, iconoclastia, citações e plágios literários desde a tenra infância até seus trinta e três anos. Em tom muitas vezes poético e profético e em outras vulgar e leviano, o autor descreve momentos vividos e dogmas enfrentados no colégio, nas relações familiares, sentimentais e sociais. Através de suas memórias e invenções, o personagem procura se inserir na Literatura, seja ela histórica, seja ela fantástica. Escrito em primeira pessoa, o livro pode ser lido também como uma sessão de psicanálise em que o personagem principal tenta se desvencilhar das amarras e máscaras judaicas. Critica a religiosidade como única forma de ser judeu. Num diálogo contraditório com a voz do narrador, constrói outra história dentro da história sugerindo uma perseguição a um dos mais cruéis nazistas foragidos da 2ª Guerra, Martin Bormann.

Edições (1)

ver mais
Antiterapias

Similares


Resenhas para Antiterapias (1)

ver mais
Autoficção photoshopada...
on 29/11/16


O grande vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 foi, merecidamente, Daniel Galera com seu excelente Barba Ensopada de Sangue. Paula Fábrio ganhou, com Desnorteio, o prêmio para estreantes com mais de quarenta anos e este Antiterapias, de Jacques Fux, levou o prêmio para estreantes com menos de quarenta anos (ele nasceu em Belo Horizonte em 1977). O júri final destacou então que "Fux é uma grande revelação com sua prosa dilacerante. Ele recebeu o prêmio pela intensidade ... leia mais

Estatísticas

Desejam11
Trocam1
Avaliações 3.7 / 15
5
ranking 33
33%
4
ranking 20
20%
3
ranking 40
40%
2
ranking 0
0%
1
ranking 7
7%

52%

48%

Thiago
cadastrou em:
16/10/2013 23:53:42