Aurélia

Aurélia Gérard de Nerval


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Aurélia





O desespero e o suicídio são o resultado de certas situações fatais para quem não tem fé na imortalidade, em suas penas e em suas alegrias.

Alguns meses após registrar estas palavras no manuscrito da Aurélia, Gérard de Nerval enforca-se nas grades da janela de um asilo noturno, à rue Vieille-Lanterne, local onde depois foi construído o Teatro Sarah Bernhardt. Os biógrafos: Nerval teria se matado em estado de transe. Conta a lenda que o poeta se servira de uma jarreteira (antiga liga de meia), a mesma que dizia a seus amigos ter pertencido à Rainha de Sabá. No dia seguinte, seu médico comenta o fato: "Se o senhor Gérard de Nerval não se encontrava o tempo todo doente para ficar internado contra sua vontade numa casa de alienados, para mim, desde muito tempo, ele jamais esteve são de espírito". Ao que o amigo Houssaye acrescenta: "Ele via sua loucura face a face” Gérard, por sinal, era fascinado pelo “Duplo”, tema que incorporou lendo os escritores alemães: Jean-Paul, Hoffmann. Impressiona-se muito com "uma tradição bem conhecida na Alemanha segundo a qual cada homem tem um Duplo, e que, quando o vê, a morte está próxima". Estranha coincidência. Mas coincidências existem? O que terá visto Gérard aquela noite no beco sombrio de Vieille-Lanterne? Terá alucinado, visto "a verdade fatal sob uma máscara de loucura?"

Aurélia pode ser lida como uma tentativa de reconstrução do Eu à luz da literatura mística e do sincretismo religioso. Ela também aprofunda o questionamento do homem em face de sua posição no universo. Mas por ser literatura, é muito mais que isso. Aurélia é o devaneio da poesia.

Ficção / Literatura Estrangeira

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