Aventuras na História Nº 17 (Janeiro de 2005) - O Último Dia de Pompéia

    Editora Abril

    Abril
    2005
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Doutor? Êxodo: a longa odisséia humana Atrás de comida, terra ou trabalho, a humanidade se move. Desde os caçadores da Pré-História até as hordas de refugiados da atualidade, o homem sempre esteve em busca de um lugar para viver melhor O destino dos maias Nova e polêmica teoria sobre o desaparecimento dos maias reacende o mistério em torno da mais avançada civilização da América pré-colombiana Escorbuto: 1001 tentativas de remédio As maiores audiências da TV A história das últimas décadas vista pela telinha Horror no Sudão O que a história tem a dizer sobre a pior crise humanitária atual Uma guerra por um pente Oriente e Ocidente Na cidade de Da Vinci O grande museu de Viena A quarta parte do mundo Odessa: devassa argentina A fúria de Vulcano em Pompéia Os moradores de Pompéia nunca souberam o que os atingiu. Não sabiam o que era um vulcão - a palavra nem existia em latim. Aqueles que sobreviveram, no entanto, jamais esqueceriam seu impacto Janeiro na História A cultura árabe Submarino da Guerra Civil: o protótipo virou carcaça Submarino da Guerra Civil americana ficou 130 anos perdido no Panamá Batalhas no Pacífico Manson, o pesadelo hippie Ele se achava o quinto beatle enviado por Deus para guiar a juventude que curtia muito rock, sexo e drogas. Mas Charles Manson e a violência de seu grupo de seguidores colocaram fim aos sonhos da geração paz e amor Martin Luther King torna-se mártir Pessoas que viraram palavras Gêngis Khan pode ter sido um literato Edine Correia: as derrotas da amante de Figueiredo Ai, Caribe! Alexandre, o Grande: será que ele era? Filme que sugere a bissexualidade do herói provoca a ira dos gregos. Mas é fiel ao que se sabe sobre os costumes da época Júlio César, senhor do destino Heródoto, o pai da matéria Punk na veia Reunindo diálogos e bate-bocas de seus principais protagonistas, gente como Iggy Pop e Dee Dee Ramone, o livro Mate-me Por Favor põe o punk em seu devido lugar: as sarjetas imundas de Nova York Os irredutíveis guaicurus Por três séculos, os índios e seus cavalos aterrorizaram portugueses e espanhóis nas redondezas do Pantanal, sem nunca se render aos colonizadores Joel Silveira, a víbora da reportagem Fotografia Hospedaria dos imigrantes O Irã perto da gente Vikings em ataque Cultura de escravidão

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    R .28/12/2018Resenhou um livro
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    Edição de Janeiro de 2005

    Gostava bastante da valorização da etimologia nos primeiros anos da revista, que dessa vez trouxe nomes próprios que viraram palavras em nosso dicionário. Destes, o mais curioso foi "larápio" (sinônimo de ladrão), surgido da abreviatura do nome de um magistrado na Roma antiga: Lucius Antonius Rufus Appius (L. A. R. Appius). Segundo as histórias populares, decidia as causas a favor de quem melhor lhe subornasse. Será que procede a história? Sei lá, mas a corrupção das autoridades persiste desgraçadamente. O infográfico mostrou os temíveis ataques vikings nos idos medievais. A selvageria não é novidade e o destaque foi para a versatilidade de suas embarcações (os drakkars), ágeis em mar aberto e rios, podendo navegar em canais de até um metro de profundidade e com incrível capacidade de "marcha a ré", dispensando virar o navio para fugas. Equipamento certo para chegadas e partidas rápidas dos brucutus piratas. Em 2005 ocorria crise humanitária no Sudão, com guerra civil entre nativos (minoria na região) e a elite islâmica (representada por grupos vindos de outras localidades em busca de novos domínios para suas causas). Os conflitos causaram genocídio e fugas, que aumentam até hoje na terrível crise dos refugiados. A situação está mais grave do que nunca no Sudão. Falando em migrações, a reportagem "Êxodo, a longa odisseia humana", enfatiza grandes deslocamentos na humanidade, impulsionados por diferentes fatores: fim da era do gelo (cerca de 8 mil a.C), cruzadas (idade medieval) e grandes navegações (com seu colonialismo crescente na idade moderna), entre outros. O destaque vai para as considerações sobre a "Diáspora Negra", ocorrida no trafico negreiro, quando milhões de africanos foram literalmente caçados e enviados para diferentes nações como mercadoria. Não foi citada, mas teve também a diáspora judaica, com histórias terríveis de perseguição, que relativamente findaram em muita coisa na criação do Estado de Israel, em 1948. A reportagem termina com uma reflexão que achei interessante e registro na íntegra: "O migrante, hoje, representa o alienígena social, étnico ou religioso. O homem desse século se esqueceu de que ele também é um estrangeiro, num mundo que é o resultado de milênios de caminhadas de outros homens em busca de sobrevivência" (toma-te na fuça, xenofobia!). A reportagem de capa, sobre o Vesúvio e a destruição de Pompeia em 79 d.C, descreve como teriam sido os eventos trágicos. Poderia ter disposição mais cronológica, no passo a passo, possível de estimativas sobre o fluxo piroclástico. Não entendo nada, mas se a observação é do dia, poderiam sim ter feito uma projeção. Claro que a reportagem é interessante, só gostaria de entender também nesse nível de organização. Tem reportagem sobre Charles Manson com breve biografia. Destaque para o uso de drogas, a interpretação da realidade a partir de percepção de mundo doentia e alienada ao bom senso, reflexões cridas em músicas dos Beatles e relatos sobre o terrível massacre na casa da atriz Sharon Tate (1969). Fico admirado como as pessoas se deixam seduzir e se entregam tão absurdamente a ideologias demoníacas. Nem precisam da aparência sedutora de anjos do céu para sucumbirem (como registra o texto bíblico em Gálatas 1:6-9). O mesmo vale para a entrega ao caminho das drogas, que chega até a ser ostentado como façanha por alguns (mas sei também que é fraqueza doentia em outros). O fato é que escolhas são possíveis. Também fico indignado com artistas que ostentam o mal numa intenção, na cabeça deles, de chocar, quando só revela aquiescência de suas almas à destruição espiritual, num caminho de consequências muito tristes. Caso de certo cantor (Axl) que vive usando imagens do Manson, declarando-se em seus frutos como fã, chegando a gravar músicas dele; caso também de outro cantor de visual andrógeno, que usa até o nome do psicopata, tentando chocar, mas só num caminho de ilusão à sua própria vida. Também outros, como os assassinos do grupo de Manson, que iam sorrindo, abraçados e cantando, ostentando sua façanha, aos julgamentos e tribunais (referente a história da atriz Tate) e hoje tem outra visão, quando o tempo e a responsabilidade pelos atos forçou abertura de seus olhos da cegueira que os envolvia. Escolhas são possíveis e a melhor é na lucidez em amor: a Deus, ao próximo e a si mesmo. Outras reportagens de destaques falam dos Maias (dissertando sobre agentes que declinaram sua poderosa nação) e índios Guaicurus (guerreiros que aprenderam a domesticar e usar o cavalo, estendendo em domínio com histórias lendárias no pantanal entre os século 16 e 19). Tem algum filme sobre essa nação indígena? Gostaria de ver. Vale documentário também... Registro para futuras buscas.

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