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    Amanhã Vai Ser Maior - O que Aconteceu com o Brasil e Possíveis Saídas para a Crise Atual

    Rosana Pinheiro-Machado

    Editora Planeta
    2019
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8542218140
    Português Brasileiro
    4.3
    665 avaliações
    Leram884Lendo58Querem1056Relendo2Abandonos11Resenhas95
    Favoritos31Desejados1056Avaliaram665

    Boa parte dos brasileiros possui uma única pergunta: o que está acontecendo com o país? Muitas pessoas se sentem em um trem desgovernado por causa de transformações profundas que o Brasil sofreu nos últimos anos. E elas não sabem como viver e combater o caos diário. Por isso, este livro possui dois objetivos. Primeiro, jogar luz sobre este período de crise, trazendo uma análise do cenário político e social desde as Jornadas de Junho até a eleição de Jair Bolsonaro, sem cair no jargão acadêmico. Afinal, antes de tudo, é preciso entender o que se passa hoje. Segundo, sugerir as saídas que se delineiam no horizonte e levantar as possibilidades de resistir e, acima de tudo, viver em tempos sombrios.

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    Vinicius Jorge picture
    Vinicius Jorge26/09/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muita Reflexão.

    Ótimas Análises. O livro foi excelente para trazer temas à tona que me fizeram refletir, querer conversar sobre e expressar minhas opiniões à cerca dos mais variados temas importantes, é ótimo tanto para quem já tem conhecimento, tanto para quem busca adquiri-lo. A obra conta com pesquisas de campo e opiniões da Rosana, achei algumas análises totalmente excelentes, é um registro histórico dos anos turbulentos que passamos. Com 3 atos principais: O avanço da direita, o recuo da esquerda e o bolsonarismo. Foram e são tantos ataques e por tantos lados diferentes que fica difícil se defender de tudo ou até mesmo saber de tudo que aconteceu ou está acontecendo, com o avanço da extrema direita tivemos a normalização do mal, da crueldade, do ódio ao outro, a glorificação da burrice. "Hoje nos deparamos com a necessidade de voltar a defender o óbvio, ou melhor, aquilo que parecia óbvio, aquilo que acreditávamos que já havíamos superado. Mas não superamos." Muita gente se surpreendeu quando a face extremamente preconceituosa do brasileiro veio à tona em 2018 na campanha eleitoral que culminou na eleição do pior brasileiro vivo, veio a baixo o mito do povo cordial e receptivo que meio que tínhamos até então, mesmo sendo uma falsa impressão ainda era a mais aceita por grupos de influência na esfera pública. Muitos fatores causaram o inferno que virou o país, são tantos que... Só lendo o livro refletindo muito e lembrando de outras coisas não citadas, além de ter referências de outras obras para tentar entender o que se passou. Fico feliz com a análise da autora que apesar da extrema direita ter vencido, as feministas também venceram foi de arrepiar o texto sobre o movimento #EleNão Ainda resta esperança afinal de contas, não podemos simplesmente ir para outro país não é mesmo? Não temos condições disso e não podemos entregar o país para os câncervadores e reacionários, como disse Gilberto Gil "a gente vai ficando velho e o mundo vai ficando novo", essa nova geração em boa medida é muito mais esclarecida que a anterior, em especial às mulheres. Que a América Latina seja toda feminista!! "O reacionarismo emergente também pode ser entendido, entre muitos outros fatores, como uma reação à explosão do feminismo, do antirracismo e da luta dos grupos LGBT, etc" O reacionário é o pior tipo de pessoa que uma sociedade pode produzir e infelizmente ele é bastante comum. Ele não aceita que as coisas mudam, fluem, evoluem, quer sempre retornar a um passado mítico ou real, que o favorecia para poder sempre ser o protagonista de tudo, ele reclama de um suposto vitimismo de outros grupos, mas é ele que se sente vítima de uma sociedade que não o aceita mais como sendo o centro do universo assim feito em épocas passadas. "Enquanto estivermos em pé, nossa utopia se chamará esperança, a esperança se transformará em luta, e a luta será o próprio amanhã melhor – e maior."

    113 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 665
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Rosana Pinheiro-Machado profile picture

    Rosana Pinheiro-Machado

    Rosana Pinheiro-Machado é cientista social e antropóloga. Atualmente é Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), pesquisadora do Australian Research Council no projeto New Consumer Cultures in the Global South e colunista do Intercept Brasil. Tem larga experiência profissional internacional. Já atuou como professora da Pós-Graduação em Desenvolvimento Internacional na Universidade de Oxford (2013-2016) e Visiting Scholar do Centro de Estudos Chineses da Universidade de Harvard (2012-2013), por onde também concluiu seu pós-doutoramento. É Fellow vitalícia da British Higher Education Academy. Durante o doutorado, foi agraciada com a prestigiosa bolsa da fundação Wenner-Gren (EUA) e também realizou período sanduíche de um ano na University College London (UCL). Realizou toda sua formação educacional, desde os quatro anos de idade, no ensino público. Estudou na Escola Estadual Rio Branco em Porto Alegre e seguiu na graduação e pós-graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Toda a sua trajetória de estudante foi marcada pelo recebimento de numerosas distinções. Sua tese de doutorado, por exemplo, baseada em dez anos de pesquisa de campo, acompanhou uma cadeia global de mercadorias (i)legais na rota China-Paraguai-Brasil, sendo agraciada com os principais prêmios da área no País: ANPOCS, ABA/FORD E CAPES, incluindo o "Grande Prêmio CAPES de Tese - Ruth Cardoso". Hoje, Rosana é considerada uma das pioneiras na produção de trabalho de campo na China e uma referência na Sinologia do Brasil. Dedica-se aos temas desenvolvimento internacional, como foco nos tópicos de propriedade intelectual, pirataria e informalidade; transnacionalismo, produção, consumo e mercado; pobreza, conservadorismo e política. Também ensina e orienta pesquisas sobre os novíssimos movimentos sociais do século XXI. Autora de diversos livros, entre eles Counterfeit Itineraries in the Global South (Routledge, 2017), Made in China (Hucitec, 2011) e China, passado e presente (Artes e Ofícios, 2013). Possui dezenas de artigos em periódicos e capítulos de livros internacionais (inglês, espanhol, francês e chinês). Palestra com frequência no exterior, especialmente na América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Como intelectual pública, suas colunas não viralizaram diversas vezes e também pautaram debate nacional e internacional, como ocorreu na época dos rolezinhos, da greve dos caminhoneiros e da eleição de Jair Bolsonaro. Seu texto, por exemplo, “Precisamos falar sobre vaidade acadêmica” foi lido por milhões de pessoas, é um dos mais acessados da história da CartaCapital e já é hoje um marco na luta contra a opressão universitária. Rosana é uma acadêmica feminista e luta por um ensino superior livre de abusos, mais justo, horizontal e inclusivo. Mantém uma vida intensa fora da Academia: publica textos de opinião em jornais e revistas, escreve frequentemente nas redes sociais e desenvolve projetos sociais nas periferias, como por exemplo a fundação na Escola Comum, que visa a desenvolver capital humano entre jovens de baixa renda. fonte: http://rosanapinheiromachado.com.br/pt/sobre/

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