Jack Fritscher lançou, em 1987, este que pode ser um livro de contos pornográficos de cunho homossexual lindamente trabalhado na literatura. Sua linguagem é talhada, cuidada, as imagens trabalhadas com esmero. Alguns dos contos chegam a soar como poesia. O último deles, particularmente, é um estudo do que os distúrbios traumáticos de um pós-guerra podem fazer com um ser humano antes cheio de vida. Destaque para o imaginário gay, que parece fascinado por pênis exageradamente grandes, vascularizados e com enormes testículos para acompanhar. Não me lembro de ter lido um conto em que o órgão sexual do objeto de desejo não fosse avantajado a nível do impossível.