Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores114
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Os quatro encontros -

    Henry James

    Clube do Livro
    1986
    145 páginas
    4h 50m
    ISBN-6: 861932
    Português Brasileiro
    3.8
    45 avaliações
    Leram65Lendo4Querem43Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos3Desejados43Avaliaram45

    Os três contos apresentados neste livro representam épocas diferentes do trabalho de Henry James. No entanto, é possível detectar em todos eles as preocupações que atravessaram toda a obra do autor. E é com surpresa e interesse que penetramos no mundo dos sentimentos e emoções das personagens, nsa histórias que mostram os estranhos caminhos que levam as pessoas a grandes perigos e a uma luta desigual entre presente e passado, entre moral e verdade.

    Resenhas (4)Ver mais
    Paulo Santoro picture
    Paulo Santoro13/04/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O mentiroso

    [spoilers!] Os contos "Os quatro encontros" e "O Discípulo" revelam competência natural, mas não a verdadeira genialidade expressa em "O Mentiroso". Dois temas se destacam: o caráter humano e a expressividade da arte. Um terceiro será apontado a seguir. Lyon, pintor, conhece estranha personalidade, dada a narrar como verídicas certas histórias fantásticas. Encanta-se com a esposa dessa pessoa, e torna-se assíduo do casal. Impressiona-se com a formação e o orgulho da senhora Capadose, pelos quais "a mentira seria a última coisa que ela suportaria" (p.112). Em determinado momento, reflete que o Coronel Capadose era um "mentiroso platônico", não maldoso. Falava à vontade, com certo amor pelo belo — arte pela arte... "Ele põe colorido onde deve haver. Por acaso, não é isso mesmo que faço na minha profissão?" E Lyon permanece observando o casal, sempre com considerações — até em relação à filha — de que o grande problema era a paciência que a senhora Capadose deveria ter com a situação. Lyon resolve pintar o Coronel, e o faz. Um acaso permite a Lyon observá-lo a mentir enquanto posava, e sua grande arte se presentifica — tanto que, na mais emocionante cena, Lyon vê o casal apreciar o quadro pela primeira vez: a senhora Capadose fica escandalizada com o caráter do coronel posto a nu. E Lyon se orgulha da obra que o Coronel estraga: "Sua velha amiga sentia-se envergonhada pelas sandices do marido e ele, o pintor, havia feito com que ela o revelasse, ali, no estúdio, naquele estado desesperador" (p.134). Tempos depois, ele percebe, porém, que a senhora Capadose estava totalmente tranqüila em relação ao caráter do marido. Ela também mentia, e com desenvoltura. A impressão é mais forte, uma vez que, no caso, ela ajuda a mentir a respeito de uma situação narrada, e, portanto, conhecida pelo leitor — a destruição do quadro. A mentira é flagrante. Narrativa simples: relato cronológico recheado de avaliações psicológicas de Lyon. Como em Machado ou em Tchekhóv, retrato de personagens do cotidiano com metacomentários especiais, que explicam com palavras irônicas ou conformadas a realidade que está sendo ou foi expressa de modo já brilhante. James, apontando Lyon como pintor, pinta ele mesmo com seu texto a forte personalidade do protagonista, pela influência que exerce sobre a amorosa esposa. A transformação é clara: na cena fundamental, ela se envergonha pela condição do marido ter sido descoberta. Na cena final, ela age como o marido, mentindo com fluência. O devotamento supera o orgulho, pelo menos em seu caso. Lyon, desapaixonado, despede-se entristecido, e para sempre.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 45
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas49%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Henry James profile picture

    Henry James

    Henry James, romancista americano nascido em Nova Iorque, a 15 de Abril de 1843, naturalizou-se cidadão inglês em 1915. Criador de uma vasta obra (escreveu 20 romances, 112 contos, 12 peças de teatro e alguns artigos de crítica literária), Henry James é uma das grandes figuras literárias de língua inglesa. Beneficiou de uma educação esmerada, pois o seu pai era um dos mais conhecidos intelectuais americanos. Durante a juventude, Henry James realizou viagens frequentes à Europa, vindo mais tarde a viver em Paris, onde foi correspondente do New York Tribune, e em Inglaterra, país onde viria a morrer em 1916. Autor de obras-primas como Daisy Miller (1879), Portrait of a Lady (1881), The Bostonians (1886) e The Embassadors (1903), Henry James foi postumamente laureado com graus pelas Universidades de Oxford e Harvard, eleito para o National Institute of Arts and Letters e, em 1950, para a American Academy of Arts and Letters, tendo recebido também a Ordem de Mérito pelo Rei George V.

    163 Livros
    207 Seguidores
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Henry James