Aventuras na História Nº 24 (Agosto de 2005) - Hiroshima

    Editora Abril

    Abril
    2005
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Tebas: segredos fora das tumbas História e cinema: vida real na telona Conquista do México: depende do ponto de vista Série Visão dos Vencidos conta a história da conquista espanhola do México com base em relatos deixados pelos nativos Descanse em paz, Leon Tolstói Frase de Helen Keller Pregar peça Agosto na História O Instituto Smithsonian Escola Pais e padres eram os professores, e a sala de aula, um cômodo da casa Do teatro de revista ao besteirol Embora tenha começado com padre Anchieta, o teatro brasileiro se consolidou de verdade apenas nos últimos 100 anos Harappa: cidades perdidas A primeira civilização da Índia e uma das maiores da Antigüidade, foi tão desenvolvida quanto o Egito e a Mesopotâmia. Mas sua história está apenas começando a ser desvendada Adoniram Barbosa: joga as cascas pra lá... O samba de Adoniran é a cara da São Paulo. Seus versos deram vida a personagens impagáveis, como o Arnesto e a Iracema, gente que traduz como ninguém a alma da cidade Paul Larivaille: a Itália de Maquiavel Em sua obra, o francês contextualiza o pensamento maquiavélico, trazendo à tona - e explicando - o mundo que gerou o autor de O Príncipe, o fundador da ciência política Dom Quixote: Olé! Uma exagerada Espanha inspirou Cervantes a escrever Dom Quixote, que completa 400 anos Pagu: tudo pelo social O Caso Watergate - O último homem do presidente Há 33 anos, um homem sem rosto delatava irregularidades que provocaram a renúncia de Richard Nixon. Só agora Garganta Profunda se revelou - e desfez o maior segredo do jornalismo O Brasil na Operação Condor Tshwane: a nova capital da África do Sul Hotel Ruanda: a lista de Paul Filme conta história de africano que salvou 1268 pessoas da morte Dez conflitos americanos A belicosa história dos Estados Unidos Hiroshima - O abominável mundo novo Seis de agosto de 1945. Uma superbomba explode sobre o Japão, matando cerca de 100 mil pessoas. As repercussões daquela manhã de sol mudariam as regras do jogo. A eliminação da raça humana era uma possibilidade real O Gosto da Guerra: testemunha e personagem Corpo Expedicionário Brasileiro: pracinhas na guerra Janina Bauman: no gueto de Varsóvia A morte de Tiradentes Pablo Picasso: touro indomável Polêmico, excêntrico, sedutor incansável, genial, Picasso personifica o exagero. Não foi por acaso que ele se tornou o maior pintor modernista - e conseguiu isso ainda em vida Com medo da própria sombra A bordo de um baleeiro As baleias são caçadas desde a Antigüidade, mas o auge da atividade foi no século 19, quando a matança tornou-se uma indústria Brothers in Arms: de pára-quedas A ditadura militar brasileira Nem Dostoiévski escapou da prisão russa Igreja burlava imposto português O fim do último césar Sioux: os homens-búfalo Por 30 anos, eles lideraram a luta dos índios americanos para defender seu território, o Oeste dos Estados Unidos. Acabaram exterminados, vítimas do maior genocídio do século 19 Luís Lopes: herói do avesso Xá da Pérsia: saia justa

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    R .04/06/2019Resenhou um livro
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    Agosto de 2005

    A reportagem de capa, sobre os 70 anos da bomba em Hiroshima, consistiu na descrição de eventos sobre o fatídico dia, incluindo relatos com ilustrações das testemunhas. Segundo pareceres, os japoneses sabiam que poderiam ser atacados e de certa maneira se preparavam para minimizar as consequências. Sobrevoos de B-29 não eram incomuns e a nação, em termos práticos, estava derrotada. Mas nem os japoneses e nem o mundo tinham noção do que os EUA tinham planejado... Não foi só um crime contra a humanidade, mas também propaganda de autopromoção de poderio entre as nações. O texto instiga o pensamento de que a detonação poderia ter sido evitada, mas, antes de qualquer coisa, foi desejo entre os norte-americanos. Nas "Notas Arqueológicas" encontramos referências a outro assunto interessante: a Operação Condor. Basicamente, a junção de seis ditaduras sulamericanas, em 1975, para plano conjunto de ações contra aqueles que consideravam inimigos a seus interesses (comunistas, militantes políticos de esquerda, dissidentes e todos que consideram opositores - comumente enquadrados como terroristas). Foram citadas 03 etapas: troca de informações, ações internas entre os participantes do acordo e, o mais desafiador, ações em outras nações. Segundo a nota, apenas a terceira etapa não foi adiante e isso foi um dos fatores do ponto final no conluio (o Brasil, por exemplo, não desejou comprar essa encrenca). O texto referencia ações da CIA na ruptura. Não conhecia a história e acho que já virou filme... Não sei a veracidade, até onde as coisas procederam, no texto e no filme (se existir), mas gostaria de ler mais sobre o assunto e, obviamente, conferir a película (que nem sei o nome, mas algo me diz que tem... documentário ou filme...). No "Dito e Feito", uma interessante informação etimológica. "O medo da própria sombra" (para designar medrosos... ô coisa desnecessária!), teria origem em história de Alexandre com seu famoso corcel Bucefálo. O cavalo era nervoso por conta do medo da própria sombra e Alexandre, sacando, direcionou-o contra o sol quando o domou. É uma das explicações para o ditado. Mas não fiquei satisfeito... Talvez exista outra história... As notas tem também duas referências às igrejas construídas com apenas uma torre, contrapondo o costume vigente nos idos coloniais. Seria forma de burlar o pagamento de impostos cobrado das igrejas "finalizadas" com as duas torres. Diziam que ainda estavam em construção e pagar o que, né! Isso no contexto do século XVIII. A outra história refere-se a Chica da Silva, que teria influenciado a construção de uma igreja, onde a torre ficou na parte dos fundos. É que a lei dizia que os negros não poderiam passar do limite "além das torres" (em outras palavras, não poderiam entrar). Se essa história procede e não for lenda sobre a Chica, é extraordinária! Um tapa na cara daquela sociedade racista, com muita engenhosidade. Vale ainda referências para as reportagens "Homens-Búfalo" (sobre a história do extermínio dos Sioux nos EUA), "Joga as cascas prá lá" (breve biografia de Adoniran Barbosa e algumas de suas composições... o Arnesto e Iracema realmente existiram, não como as respectivas músicas dizem, e a reportagem traz o contexto inspirador) e "Páginas Amarelas" com Picasso (expressa sua personalidade impulsiva e passional, mas o que chamou atenção foi saber seu nome na íntegra - é tipo o do Dom Pedro, quilométrico). Ah, "Tiras que abalaram o mundo" está hilária e curti bastante.

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