Shakespeare e o Globo Pinochet: o golpe chileno Alfabeto: antes de existirem as letras Histórias infantis: Quem te medo do Lobo Mau? No século 16, os contos de fada nãoeram brincadeira de criança. Sexo, violência e fomeapimentavam as tramas inventadas por camponesasnas poucas horas de diversão Cemitério dos Pretos Novos: Poltergeist nacional No meio da reforma, família carioca descobre que mora em cima de um cemitério de escravos Personagens da lista telefônica Duelos entre mulheres: damas de espada Entre os séculos 13 e 17, os duelos eram moda nas classes mais abastadas da Europa. E as mulheres nãoficavam de fora. Amarradas por espartilhos ou travestidasde homens, rotagonizaram lutas legendárias Amor: Amar é... Na Pré-história, segurança. Na Antiguidade, admiração.Na Idade Média, castidade. Na Idade Moderna, romantismo.E, hoje, liberdade. O amor ditou as regras na formação da sociedade desde os tempos das cavernas Lua: quantos homens já pisaram 11 de setembro: 102 minutos Bandeirantes: Faroeste caboclo No século 17 os bandeirantes penetraram nosrincões do Brasil não descoberto. O objetivo era caçaríndios e escravizá-los. E os resultados, a expansão doterritório e o maior genocídio de nossa história Pompéia: Fim anunciado Smithsonian: a arte do museu Os donos do poder no Brasil Como a obra-prima de Raymundo Faoro, nascido há exatos 80 anos, nos ajuda a entenderquestões tão atuais quanto a corrupção Gaijin - Ama-me Como Sou: do Japão ao Japão Gaijin - Ama-me Como Soumostra a saga de quatro gerações deimigrantes japoneses no Brasil Até o Fim: Hitler por sua secretária... Hiroshima: Ataque atômico Guerra da Criméia Cláudio, o imperador marqueteiro No Bunker de Hitler: ...E por seu biógrafo Americanos notáveis: Reagan é o número 1 Nicolau Maquiavel: A realidade crua do poder O pensador Nicolau Maquiavel aponta errosdos governos fracos e dá exemplos de como funcionamos bastidores da política. Para ele, moral, religião epoder público devem ser dissociados Fernando Collor: cassação levou sete meses CPI: Dezessete anos de Comissão Parlamentar no Brasil Muitas investigações e pouco resultado prático Setembro na História
Aventuras na História Nº 25 (Setembro de 2005) - 102 minutos - 11 de Setembro - World Trade Center
Editora Abril
Edições (1)
Ver maisSetembro de 2005
"102 Minutos" - Reportagem sensacional, que conta a história do ataque terrorista no ângulo das pessoas no WTC. A cronologia abrange os minutos que se estenderam entre o impacto do primeiro avião e o desabamento da segunda torre. Leitura bastante emotiva e, entre os relatos, o que mais impactou foi o do passageiro do avião que caiu perto de Pensilvânia, com despedida da família. Deixo em registro obra inspiradora para a reportagem: "102 minutos - A história inédita da luta pela vida nas Torres Gêmea". Deve ser de tirar o fôlego e gostaria de ler. "Damas de espada" - Assunto pouco conhecido e explorado, sobre duelos de mulheres, comuns entre os séculos 13 e 17. O texto informa que eram mais sangrentos e mortais que o dos homens (com mortes de 8 em cada 10, já o dos homens era de menos da metade, muitas vezes findando-se com ferimento no opositor). As damas não eram apegadas a códigos de honra nas lutas e os embates, geralmente por motivos passionais, provocavam fúria onde buscava-se matar e desfigurar, mirando-se principalmente o rosto. Há citações a mulheres habilidosas com as espadas, que eventualmente deram sova e lição em homens. Entre elas, Mademoiselle de Maupin, inspiração ao romance de Theophile Gautier com o mesmo nome. Outra obra que gostaria de ler... As ilustrações dessa reportagem são incríveis. "Amar é..." - Interessante visão sobre o amor na história. Vou deixar em registro o subtítulo, que condensou de maneira curiosa: "Na Pré-História, segurança. Na Antiguidade, admiração. Na Idade Média, castidade. Na Idade Moderna, romantismo. E hoje, liberdade. o amor ditou regras na formação da sociedade..." Acho que hoje, pragmaticamente falando, em termos gerais, antes de tudo isso é interesse. Amor mesmo, na real, verdade, essência, é o que está escrito em I Coríntios 13. "Faroeste caboclo" - Sobre a saga dos bandeirantes na posse da terra. O texto não enaltece heroísmo e sim disposição interesseira e cruel em embates e genocídio contra as nações indígenas. "Quem tem medo do lobo mau?" - Gosto muito do tema abordado, sobre as origens de famosos contos infantis. 'Chapeuzinho' e o abuso infantil, 'Cinderela' e a exploração do trabalho e 'A Bela Adormecida' e novamente abuso... Vale referências também para 'João e Maria' e o abandono de crianças, em tempos de fome e frequentes mortes das mães (mortalidade das mulheres). "Páginas Amarelas" trouxe entrevista com Maquiavel. O assunto é a ciência política, em que destaca-se "O Príncipe". Estou mais estimulado para a leitura, uma vez que em tentativas anteriores acabei abandonando por não entender. Maquiavel aborda a questão política como era na prática, desvinculando também de falso moralismo (como correlacionavam com religiosidade), mas em conceitos pragmáticos sem a corrupção que imperava. Acho que é por aí... É o que a reportagem faz pensar... Só conferindo mesmo, qualquer dia... O "Infográfico" trouxe o teatro nos tempos de Shakespeare. A ilustração não é das melhores (a Mundo Estranho quem publicou gráfico valoroso) e é curioso como as mulheres eram interpretadas apenas por homens. Mais de quatro décadas depois da morte do dramaturgo é que entraram em cena as primeiras atrizes. Ainda bem! Até que enfim! Que bom para o teatro! No "Dito e Feito", origens de dois ditados sobre a batata. "Vá plantar batatas", forma de desqualificar alguém, em época em que a batata não tinha seu valor reconhecido e era associada a algo vulgar, da ralé. "É batata!", algo muito simples e fácil, similar ao cultivo da batata, que crescia facilmente, não precisando de muita atenção. A leitura nessa edição foi prazerosa e instigante.
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