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Aventuras na História Nº 31 (Março de 2006) - Nazismo no Brasil
Abril
Março de 2006
"Nazismo no Brasil" Que coisa espantosa e horrível ver imagens de cidadãos, incluindo crianças, em manifestações pró-nazismo no país (nas décadas de 1930 e 1940) O texto destaca que contribuiu para isso o Getulismo, ditadura que flertava com os governos de Hitler e Mussolini, adepta da valorização da disciplina militar, nacionalismo radical, repressão violenta e arbitrária à oposição (principalmente o comunismo) e adesão tendenciosa dos simpatizantes e partidários ao antissemitismo e racismo. O contexto de época, cheio de ditaduras, também contribuiu. Algo que também chamou atenção no texto é que a aproximação (depois) do governo brasileiro com os EUA teria ocorrido pela sedução do investimento estrangeiro. Multinacionais norte-americanas entrariam no país, com perspectivas de promover desenvolvimento. Acho essa explicação um conceito bem arranjado e oportuno para interesses externos e escusos. Creio que nosso país foi pressionado para se posicionar, no que seria guerra contra os americanos ou contra os alemães, quando esta estourou. A história dos navios brasileiros atacados por submarinos alemães provavelmente é algo com verdades escusas, que podem surpreender nas origens. Poderiam dar ênfase também a certo aspecto na aproximação com o nazismo. Entre os anos de 1935 e 1937, o país autorizou uma expedição alemã na Amazônia, que saiu de Belém, percorreu a região do Jari e foi ao Oiapoque e Guianas (existe até hoje no Jari uma cruz marcando o local onde morreu um dos expedicionários). As motivações seriam científicas, porém, em verdade, foi sondagem sobre as potencialidades, numa perspectiva de invasão e tomada da região, começando pela Guiana. Não duvido dessa história nos delírios de Hitler. Olga Benário também poderia ser citada, em mais um exemplo da aproximação do governo brasileiro com o nazismo antes da guerra, que entregou a mulher para os nazistas (por ser alemã, judia e militante comunista, mesmo estando grávida de um filho brasileiro - foi gesto sobretudo adulador de aproximação). Como sabemos, não demorou a ser executada em um dos campos de concentração. Abisma saber que até hoje existem simpatizantes, no que é chamado de neonazismo. Li as outras reportagens, mas curti e deixo em registro apenas essa.
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