O plot desse livro é singular e me prendeu do início ao fim. A leitura flui tão rápido que ao final me deixou com um desejo de quero mais.
Eu amei a sensibilidade desse romance, mas sobretudo, a ingenuidade e a pureza de Jess Best. A autora criou um personagem que, literalmente, é uma curva no meio do caminho quando consideramos os heróis usualmente retratados, o que me pareceu refrescante e original.
Estamos a falar de um homem cujo nascimento resultou em algum tipo de lesão cerebral por falta de oxigênio. O seu aprendizado foi mais difícil do que para as crianças de sua idade, sua mente mais lenta, um homem com o valor minimizado erroneamente, o que lhe causava limitações sociais.
No entanto, Jess foi criado no seio de uma família amorosa e acolhedora, o que associado à sua personalidade inata, resultou num homem doce, ético, com uma pureza inigualável. Porém, Jess não era uma criança afinal, era todo um homem, viril, lindo, cujos olhos surpreendemente verdadeiros e um corpo espetacular roubaram toda a atenção de Althea Winsloe.
A heroína se encontra numa situação bastante peculiar, viúva, mãe e com uma fazenda carecendo de cuidados, ela se vê enredada entre duas famílias que a disputam como possível esposa para seus homens solteiros.
Assim, Althea é vítima de uma artimanha engenhosa dos moradores da cidade para escolher até o Natal um possível marido. O que os moradores dessa comunidade rural ignoram é que a jovem gradativamente se apaixona pelo menos improvável pretendente, Jess.
Eu adorei a sutileza por trás do romance, com um herói subestimado por sua capacidade intelectual, que não era igual a nenhum outro, mas isso não o fazia inferior, definitivamente!
Ansiosa para ler os demais livros dessa série. Recomendo muitíssimo!