“[...] este livro aborda as maneiras como o Japão abraçou a modernidade, mas também se vale da experiência japonesa para nos ajudar a reconsiderar o significado e as dimensões daquilo que chamamos de modernidade.” Lutadores de sumô, gueixas e ícones budistas de um lado; trens-bala, neon e ciborgues do outro. Aos olhos ocidentais, o Japão de hoje parece misturar elementos tradicionais e de modernidade. Porém, “modernidade” é um conceito frequentemente associado às conquistas do Ocidente. Para abordar a vida, a cultura, a política e a economia no Japão contemporâneo – o primeiro país moderno “não Ocidental” do planeta, com seus invejáveis níveis de industrialização, urbanização e qualidade de vida –, Christopher Goto-Jones revisita a história japonesa e desfaz vários mitos sobre este fascinante país, explicando os atuais desafios da terra do sol nascente.
Japão Moderno (Encyclopaedia) - Uma breve introdução
Christopher Goto-Jones
CHRISTOPHER GOTO-JONES é um daqueles escritores/pesquisadores que gostam de se especializar em um tema. O aparentemente favorito dele é o Japão. No entanto, pelo título, JAPÃO MODERNO - UMA BREVE INTRODUÇÃO, passa a impressão de que vamos ter um texto profundo de tecnologia, sobre o uso de robôs, o avanço da informática e tudo o mais que nos faz lembrar da Terra do Sol Nascente. Mas não é bem por aí. O termo de modernidade aqui é expresso de uma forma relacionada a períodos históricos. Portanto, teremos uma narrativa que começa no século 16 e que engloba depois os 250 anos em que o Japão fechou suas fronteiras para o mundo. Não foi um fechamento total, até porque, o que mais se comenta em qualquer publicação ou matéria é sobre a questão de seus portos. E é ali que começa a questão da modernização. Um país que tentou se isolar, mas que um dia recebeu estrangeiros que lhes apresentou a maravilha das maravilhas: o trem a vapor. Então a partir deste ponto os japoneses e suas classes passam a querer aprender sobre o mundo exterior e dele conseguir pontos positivos. O que esse livro mais tem é questão política. Outro fato interessante é que o autor afirma com convicção que os japoneses não tem uma identidade nacional de fato. Tanto pelo sentido de absorver cultura ocidental quanto de não aceitar mudanças. Há uma força no texto de que o Japão não se desculpou verdadeiramente por seus crimes de guerra. É um livro com bom conteúdo, mas confesso que meu interesse era a questão da modernidade a partir da década de 1980 até a primeira década de 2000. Há muitos ataques morais contra o Japão neste trabalho, além é claro de elogios. Só que o país é tão agredido por causa dos conflitos bélicos que passa a impressão de que o Japão é o único país que já entrou em guerra e o restante do mundo é o berço da paz. A leitura é boa, mas faltou clareza por parte da editora quando lançou a obra. Quando vi no Facebook me interessei. Então esqueci. Aí semana passada olhando alguns livros de bolso na livraria, encontrei ao acaso, li as informações na contracapa e pensei: taí, vou levar. Mas eu realmente achei que o conteúdo seria centrado na tecnologia e não uma viajem histórica. Tudo bem, que a cada década a modernidade vai acontecendo, mas aqui o título poderia ser outro como Uma Breve História Após a Abertura dos Portos Japoneses. Ou algo assim. Como era de se esperar, há aquele conflito de gerações onde os mais jovens para os mais velhos são idiotas ou não valorizam os sofrimentos do passado e tem a questão de que a década de 1990 foi um tempo perdido e a onda de corrupção política nos anos 80 além de mencionar sobre otakus e o quanto eles intoxicam a sociedade.... O conteúdo compensa apesar de ter um título que me fez pensar em outra direção. E era nesta que eu queria ter seguido. L. L. Santos
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