Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições4
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas127
    • Leitores4854
    • Similares1

    Discipulado (Estudos Bíblico Teológicos NT) -

    Dietrich Bonhoeffer

    Sinodal & Escola Superior de Teologia
    2008
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8523307672
    Português Brasileiro
    4.5
    1144 avaliações
    Leram1631Lendo513Querem2558Relendo19Abandonos133Resenhas127
    Favoritos24Desejados2558Avaliaram1144

    O famoso teólogo alemão faz uma abordagem do que poderia significar o chamado de Jesus ao discipulado na atualidade. Reafirma sua posição de que o discipulado é um caminho de libertação do homem de tudo quanto oprime e provoca preocupações e tormentos à consciência. Deu-se tanta ênfase à justificação pela graça, sem as obras da lei, que Bonhoeffer, o famoso teólogo-mártir alemão, executado pelos nazistas em 1945, se sentiu motivado a iniciar este livro dizendo que a graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa, que é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem (...) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue(...) o dom pelo qual se ter que orar, a porta à qual se tem que bater. Ouvir e aceitar o chamado de Deus para o discipulado significa, simultaneamento, ser agraciaddo/a com a oferta de vida nova a ser desafiado/a a vivê-la em todas as profissões e circunstâncias. Quando as Escrituras sagradas falam do discipulado de Jesus, proclamam a libertação do ser humano de todos os preceitos humanos, de tudo quanto oprime, sobrecarrega, provoca preocupações e tormentos à consciência. No discipulado, o ser humano sai de sob o jugo de suas próprias leis e submete-se ao jugo suaves de Jesus Cristo. Seria isso menosprezo da seriedade dos mandamentos de Jesus? Não. antes, somente onde permanece de pé o mandamento integral de Jesus, o chamado ao discipulado sem restrições é que torna possível a plena libertação do ser humano para a comunhão com Jesus. Quem segue indiviso ao mandamento de Jesus, quem se sujeita sem resistência ao jugo de Jesus, a este se lhe torna leve o fardo que tem de levar, recebendo, na suave pressão desse jugo, a força necessária para percorrer o caminho certo sem cansaço. O mandamento de Jesus é duro, desumanamente duro para aquele que se lhe opõe. O mandamento de Jesus é suave e fácil para aquele que voluntariamente se lhe sujeita.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (127)Ver mais
    Vitor Louredo de Souza picture
    Vitor Louredo de Souza26/06/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma dura verdade.

    Uma das grandes obras da história cristã. Pelo menos a leitura do seu primeiro capítulo é quase como uma vereda necessária no caminho de quase todo discípulo de Jesus Cristo. O teólogo-mártir, com maestria, elimina toda e qualquer dicotomia entre graça e obras. Nos ajuda a enxergar uma graça que ele chama de preciosa, uma que não é só uma doutrina ou mais uma lei que só serve para anular outras leis, uma graça barata, mas uma graça que se vive, que se sente e que se pratica. Para pessoas que estão acostumadas com a graça barata, o meu caso antes de ler o livro, a leitura é como o recebimento de um soco no estômago. Dietrich Bonhoeffer não facilita. Em nenhum momento ele faz separação entre graça e obras. Ao invés do "evangelho da graça" citado por Paulo tantas vezes, o autor se prende à expressão "evangelho do Reino" bastante citada por Jesus. Assim como no contexto em que o "Discipulado" foi escrito, onde a teologia liberal havia ganhado bastante força, a obra continua sendo, talvez por um outro motivo, de grande relevância hoje, onde a omissão social se tornou constante dentro das igrejas cristãs. E quando se tem um prévio conhecimento da vida de Bonhoeffer, o qual morreu na luta contra o nazismo de Hitler, a leitura se torna ainda mais chocante.

    34 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 1144
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Dietrich Bonhoeffer profile picture

    Dietrich Bonhoeffer

    Nascido em Breslau em 4 de Fevereiro 1906, filho de um psiquistra de classe média alta. Quando jovem decidiu-se seguir a carreira pastoral na Igreja Luterana, doutorou-se em teologia na Unversidade de Berlim e fez um ano de estudos no Union Theological Seminary em Nova York. Retornou a Alemanha em 1931. Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazismo: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador". Obviamente o movimento foi posto em ilegalidade e em Abril de 1943 foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas alidas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus, e cunhados Hans von Dohnanyi e Rüdiger Schleicher. Sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Lutero. O livro opõe-se a ênfase dada à "justificação pela graça sem obras da lei", afirmando que a graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa que é um tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende tudo que tem (…) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga suas redes e segue (…) o dom pelo qual se tem que orar, a porta a qual se tem que bater. Destas linhas já se denota o profundo "fazer teológico poético" que tanto caracteriza a obra de Bonhoeffer. Quando já estava sendo perseguido pelo nazismo, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, seu engajamento na resistência alemã anti-nazista e seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que "É melhor fazer um mal do que ser mau". Suas cartas da prisão são um exemplo de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.

    13 Livros
    66 Seguidores

    Dietrich Bonhoeffer