Eu tenho adotado o costume de contextualizar minhas breves resenhas ao tempo que escrevi. Tem sido um gesto mais fundamental em Pandemia e isolamento. Resolvi me cercar de poesia, ler mulheres contemporâneas, primeiros ensaios. Eu nunca tinha ouvido a palavra "Sargaço", nem aqui em SP, nem no Rio de janeiro. A colega de Salvador disse "como eu poderia não saber o que é", quando eu contei da minha leitura. Tassyla é paraibana. Quando eu escolhi ler pela curiosidade, pensei no viscosidade lodosa do fundo do lagoa, onde passei minha infância na região dos lagos do Rio. Lendo, descobri que até pode ter a ver com acúmulo, mas é também sobre crescer encrustado na pedra, e se desprender com a correnteza. Sobre esse movimento. O posfácio de Luís Pereira fala sobre uma luminosidade que altera a paisagem que diz muito sobre o projeto gráfico.