Guerras Infinitas #7 -

    Garry Dugan, Chad Bowers, Chris Sims, Jed MacKAY, Jim Zub, Ryan North, Mariko Tamaki, Chris Hastings, Sina Grace, Cullen Bunn, Mike Deodato Jr, Todd Nauck, Jeffe Palo, Flaviano, Ozgur Yildrim, Natacha Bustos, Francisco Herrera, Scott Koblish, Kev Walker

    Marvel Comics
    2019
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788542625486
    Português Brasileiro

    Enquanto Loki e seus "Vingadores Cósmicos" tentam deter Gamora fora do Mundo Anímico, Adam Warlock e os heróis fundidos precisam impedir que Devondra devore tudo que há no interior da Joia da Alma. Conheça a história de mais alguns heróis gerados pelas Torções Infinitas! Stark Odinson, o genial e arrogante filho do Pai Supremo, é raptado por Gigantes de Gelo e forçado a fabricar armas para eles, mas usa as forjas de seus captores para criar uma armadura para si, tornando-se o asgardiano blindado conhecido como Martelo de Ferro! Considerado inapto para servir ao seu país na 2ª Guerra Mundial, o franzino Stephen Rogers alista-se num programa secreto governamental que utiliza feitiçaria arcana para transformá-lo no Soldado Supremo, o guerreiro místico que é o espírito americano encarnado! E o Sonâmbulo continua sua missão no Plano Mental do universo torcido por Réquiem - e desta vez terá a ajuda do Águia Estelar de Aço e do temível Homem-Coising Sang Soom. Guerras Infinitas #5 Guerras Infinitas: Martelo de Ferro #1-2 Guerras Infinitas: Soldado Supremo #1-2 Guerras Infinitas: Sonâmbulo #3

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    Paulo Vinicius28/12/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Quando procuro fazer a análise do roteiro de um quadrinho, costumo fazer a desconstrução do mesmo buscando entender que personagens estavam envolvidos na edição, que fatos se sucederam e que temas foram abordados. Como o script de um episódio de uma série de TV. Mesmo em uma série que se destaca por cenas de ação, é possível realizar esse procedimento. E é um pouco disso que gostaria de comentar aqui nesta resenha. Como o autor posicionou seus personagens? Como ele deu prosseguimento a uma narrativa maior? Quais os temas em particular que ele trouxe aqui? Mais do que isso, por se tratar de um conjunto de várias histórias interligadas em um tronco principal, como as outras histórias se conectam com o que está ocorrendo de mais importante? Depois dos acontecimentos da edição passada, temos uma nova versão da Guarda do Infinito criada pelo Loki composta por ele mesmo, Kamala Khan, Emma Frost, Hulk, Kang e o Hank Pym. Para mudar um pouco a previsibilidade do confronto com a Requiem, Loki dá joias diferentes a cada um como a do Espaço para o Hulk, a do Poder para a Emma. Eles conseguem as gemas no mundo anímico da joia do Infinito se aproveitando do fato de que existem conjuntos de joias diferentes em cada universo do multiverso. Colocando Warlock para cuidar de Devondra, a devoradora que existe dentro da joia da alma, Loki e os outros partem para o confronto com Gamora. Mas, será que é possível confiar no Deus da Trapaça? E, afinal, o que existe no Fosso dos Deuses que interessa tanto a Gamora como a Loki? Mistérios serão revelados nessa edição enquanto ficaremos com novas perguntas. A arte do Deodato continua sendo o ponto alto da história principal. Queria destacar como ele emprega bem efeitos para as habilidades dos personagens. É sempre bastante criativo e dá uma outra cara para o que pensávamos que conhecíamos. Essa é uma edição bastante focada na ação e Deodato não deixa a peteca cair com ótimas cenas. Como não tem muitos balões de texto, a arte dele ficou bem mais livre e podemos acompanhar a força das suas pinceladas. Só achei que a colorização ficou um pouco escura demais para essa edição em particular, mas isso é mais um trabalho do colorista do que do artista mesmo. Frank Martin Jr pesou um pouco a mão na palheta, que está bem carregada aqui. Isso se dá principalmente nas sete ou oito páginas finais. Vale destacar que o Deodato compreendeu muito bem o roteiro do Duggan e entregou ótimas sequências de luta. Estão bem compreensíveis para o leitor mesmo se tratando de batalhas em escala cósmica. A seguir o Al Ewing escreve uma história sobre um personagem que é formado pela junção do Thor com o Homem de Ferro. Ele pega um pouco das histórias em comum entre ambos e situa o nosso personagem em uma taverna enquanto afoga suas mágoas. O Martelo de Ferro é um personagem sem memória e que busca entender parte de seu passado. Saindo em busca de pistas ele vai enfrentar pessoas conhecidas e desconhecidas. A ideia de mesclar tecnologia e mitologia funciona até certo ponto. Fora o clichê do personagem com amnésia em busca de suas verdadeiras origens. Ewing tenta surpreender o leitor com algumas viradas narrativas, mas é o tipo de história que precisava ser melhor desenvolvida. Até gosto do tema do filho indigno que ele entrega aqui, que provavelmente se espalha no Indigno Thor, mas, falta algo. Dessas histórias malucas surgidas a partir de junção de universos, essa é uma das mais sérias e que tenta impor algum nível de legado ou que deseja ir além da brincadeira proposta. Sabemos que não vai a lugar algum. Por outro lado temos a narrativa do Soldado Supremo que é um teste para a minha paciência. O Duggan quando não é oito, é oitenta. Ele acerta de vez em quando com algumas boas escolhas narrativas, mas quando ele resolve criar algo atroz, é para entrar para os livros. Imagine uma junção entre o Capitão América e o Doutor Estranho. Pois é... esse é o Soldado Supremo. Duggan cria um cenário onde os cientistas responsáveis pela pesquisa do soro do supersoldado são ocultistas tentando encontrar alguma arma que pudesse enfrentar os nazistas. Daí acontece todas aquelas coisas que nos acostumamos a ver com o verdadeiro Steve Rogers. O resultado é uma paródia em duas partes que não se leva a sério em nenhum momento. Só que em uma narrativa mais voltada para a sátira, ela precisa ser engraçada. E isso definitivamente não é. Duggan apenas cria algo sem inspiração e enfia coisas como o Wong, o Bucky, o Caveira no meio de um caldeirão maluco. O pior de tudo: é uma narrativa em duas partes. Ou seja, sofremos por mais de quarenta páginas. Essa sétima edição demonstra o quanto a fórmula das amálgamas já está cansativa. Os autores tentam empurrar a ideia adiante, buscando fazer algumas reformulações, invertendo clichês e inovando aonde é possível. Só que a narrativa das Guerras Infinitas desde o começo precisava ser encerrada o quanto antes. A quantidade bisonha de tie-ins e de ideias sem a menor inspiração só arrastaram o evento a um ponto onde o leitor simplesmente não tem saco mais para continuar lendo. Me sinto frustrado de ver o Deodato arrasando na arte só para a revista ser algo que vai parar em algum canto escuro de alguma coleção. As outras histórias eu nem me digno a comentar muito porque são só brincadeiras para que os autores possam fazer histórias bem-humoradas ou criar junções de momentos clássicos dos personagens.

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