A primeira vez que ouvi falar de Straub foi lendo um livro que ele escreveu em conjunto com Stephen King (O Talismã) e me surpreendi como os estilos casavam, como não havia nada que desse a menor indicação de desequilíbrio na história ou no estilo.
Agora eu sei por quê: Peter Straub é a versão light do autor supracitado.
Isso não faz dele um escritor ruim, o problema se dá pela semelhança com o estilo de King que evidencia a falha de não conseguir emocionar como ele. Seus personagens são bem construídos, mas são previsíveis. O tema é terrível, mas não é perturbador. A história é bem narrada, mas não dá medo.
Koko é um livro sobre como fortes traumas emocionais, como uma guerra, podem criar diversos tipos de psicose, da auto-ilusão à violência do assassino serial.
Embora em nenhum momento se duvide das reações ou motivações dos personagens, são todos comuns demais, meio distantes. Não provocam grandes simpatias ou antipatias.
Assim, há história e personagens bons, no entanto falta aquele estilo especial que faz com que os bons livros de terror impeçam o leitor de dormir tranquilamente à noite.